Em um jogo de dois tempos bem distintos, Ceará e Atlético-MG empataram por 2 a 2, no Castelão, pela 22.ª rodada do Campeonato Brasileiro, um resultado que recoloca o time de Belo Horizonte na liderança. A equipe arrancou a igualdade com um jogador a menos, depois de levar a virada no começo da etapa final.

O resultado, assim, pode ter duas leituras para o Atlético-MG, afinal, ocupa novamente a ponta do Brasileirão, com 39 pontos e em vantagem pelos critérios de desempate, e após uma partida em que teve muitos desfalques em função de um surto do coronavírus no seu departamento de futebol. Além disso, conseguiu empatar o placar mesmo após a expulsão de Borrero.

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Porém, cedeu a virada após dominar o morno primeiro tempo. E esteve perto de uma nova virada no fim da segunda etapa, voltando a Belo Horizonte com um ponto, fruto de um belo gol de bicicleta e um de Keno, esse em cobrança de pênalti, o seu décimo no Brasileirão.

O Ceará, por sua vez, reagiu após uma substituição feita ainda no primeiro tempo, a entrada de Léo Chu, seu principal destaque no jogo, e conseguiu rapidamente uma virada, com um início de segundo tempo avassalador, aproveitando os espaços dados pelos laterais Talison e Arana. Mas não soube sustentar a vantagem mesmo em um cenário favorável. E segue ameaçado de rebaixamento, com 25 pontos.

O Atlético-MG voltará a jogar na quarta-feira, quando receberá o Botafogo, no Mineirão, pela 23.ª rodada. A data é a mesma do próximo compromisso do Ceará, que fará jogo adiado com o São Paulo, novamente no Castelão.

O JOGO – Sem dez jogadores afastados por causa do coronavírus e quase toda a sua comissão técnica, incluindo Jorge Sampaoli, o Atlético-MG teve dificuldades para definir a escalação, tanto que não teve nenhum volante em campo. Restou ao interino Leandro Zago apostar em Calebe e Borrero, um atacante de origem, no meio-campo, e ao menos celebrar os retornos de Alonso e Savarino, de volta das seleções do Paraguai e da Venezuela, respectivamente. Além disso, teve Rafael como goleiro titular.

Mas mesmo cheio de problemas, o Atlético-MG conseguiu controlar o primeiro tempo. Não chegou a acelerar o ritmo, mas manteve mais a posse de bola e correu poucos riscos. Além disso, tinha as jogadas pela esquerda, com Arana e Keno, como principal alternativa. Mas abriu o placar em uma jogada de bola parada. Aos 29 minutos, Savarino cobrou escanteio e Fernando Prass fez difícil defesa no cabeceio de Fernando Prass. No rebote, porém, o zagueiro acionou Sasha, que marcou com uma bicicleta.

Com o Ceará em desvantagem, o técnico Guto Ferreira abriu a equipe com a entrada de Léo Chu para reforçar o setor ofensivo e deixou de apostar apenas nos contra-ataques. E o time reagiu. No fim da etapa inicial, também após uma cobrança de escanteio, de Vina, quase marcou com Tiago Pagnussat, que cabeceou com força, mas por cima da meta atleticana.

Mas se não marcou no fim do primeiro tempo, o Ceará empatou o duelo logo no começo da etapa final. E com a participação de Léo Chu. Aos dois minutos, o atacante deu ótimo passe para Lima, que ganhou na velocidade de Arana e chutou rasteiro, na saída de Rafael.

O Atlético buscou responder. Teve duas chances quase seguidas, com Borrero e Savarino, mas deu espaços na defesa, muito bem aproveitados pelo Ceará. Aos dez, em contra-ataque, Samuel Xavier passou por Arana e Alonso, cruzando rasteiro para Felipe Vizeu, de carrinho, virar o placar.

O Ceará aproveitava os vacilos defensivos do Atlético e quase marcou o terceiro em nova ação de Léo Chu, não fosse a difícil defesa de Rafael na finalização de Vina. E a situação da equipe visitante pareceu ficar pior quando Borrero foi expulso, após consulta ao VAR, por uma cotovelada em Léo Chu.

Mas aí o Atlético reagiu. Teve Marrony derrubado na grande área por Fernando Prass. E Keno converteu o pênalti, aos 28. Com jogadas de velocidade, ainda teve duas chances para nova virada, uma delas em jogada de Arana na qual Marrony teve a finalização travada e outra em que o lateral parou em Prass. Não conseguiu, mas recuperou a liderança do Brasileirão.

CEARÁ – Fernando Prass; Samuel Xavier, Tiago Pagnussat (Klaus), Eduardo Brock e Bruno Pacheco; Fabinho, Charles (Léo Chu), Lima (Leandro Carvalho) e Vina; Fernando Sobral e Felipe Vizeu (Cléber). Técnico: Guto Ferreira

ATLÉTICO-MG – Rafael; Talison (Bueno), Igor Rabello, Junior Alonso e Guilherme Arana; Borrero, Calebe (Nathan) e Zaracho; Savarino (Marquinhos), Eduardo Sasha (Hyoran) e Keno. Técnico: Leandro Zago (interino).

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