Ainda que tenha mostrado evolução na derrota por 2 a 1 para o Grêmio, a sétima seguida no Campeonato Brasileiro, o Bahia segue pagando pelos números ruins do seu sistema defensivo. No jogo contra o time gaúcho, o Tricolor chegou a 50 gols sofridos em 28 jogos (média de 1.7 por partida) e segue, de longe, com a pior defesa da competição, tendo sofrido sete gols a mais que o Goiás, que aparece em segundo lugar nesse quesito.

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1 de 5 Bahia tem média superior a dois gols sofridos por partida no segundo turno — Foto: Ari Ferreira/Red Bull Bragantino

Bahia tem média superior a dois gols sofridos por partida no segundo turno — Foto: Ari Ferreira/Red Bull Bragantino

Diante da marca negativa alcançada pelo Bahia, o ge fez um levantamento da origem do problema. E, de início, os números mostram que o Tricolor caminha para uma marca ainda pior. No primeiro turno do Brasileirão, o time levou 29 gols em 19 partidas e alcançou média de 1.5 por jogo. Contudo, até aqui no returno, são 21 gols sofridos em nove confrontos (média de 2.3).

E proteger a região mais próxima ao gol é um problema claro para o Bahia. Dos 50 gols sofridos, 43 (86%) aconteceram dentro da área do time. No Brasileirão, a defesa tricolor foi vazada 11 vezes (22%) em finalizações de cabeça e 14 (28%) em lances que se originaram em bolas paradas.

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Também chama atenção os gols que o Bahia sofre no início dos jogos. Dos 50 gols que levou, oito deles (16%) foram até os 10 minutos iniciais de partida. Após os 40 minutos do segundo tempo, sofreu três gols (6%).

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2 de 5 Pode onde nascem os gols que o Bahia leva na Série A — Foto: infoesporte

Pode onde nascem os gols que o Bahia leva na Série A — Foto: infoesporte

3 de 5 Bahia sofreu nove jogos em duas partidas contra o Flamengo — Foto: WALMIR CIRNE/AGIF – AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/AGIF – AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO

Bahia sofreu nove jogos em duas partidas contra o Flamengo — Foto: WALMIR CIRNE/AGIF – AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/AGIF – AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO

O Flamengo aparece como principal dor de cabeça para o sistema defensivo do Bahia no Brasileirão. Problema que não acontece, necessariamente, diante de equipes que brigam pelo título da competição, já que também penou contra adversários na parte de baixo. Tanto que o Bragantino, 13º colocado, é o segundo maior algoz da equipe, com cinco gols marcados no clube baiano.

Em apenas três (10%) dos 28 jogos realizados na Série A, o Bahia ficou sem sofrer gols. Coritiba, Vasco e Botafogo foram as únicas equipes que não balançaram as redes diante do Tricolor.

4 de 5 Dado Cavalcanti em treino do Bahia; treinador tem duas partidas à frente do time — Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia / Divulgação

Dado Cavalcanti em treino do Bahia; treinador tem duas partidas à frente do time — Foto: Felipe Oliveira / EC Bahia / Divulgação

Após entrar na zona de rebaixamento, o Bahia tem 10 jogos para definir o próprio destino. O Tricolor encerrou, contra o Grêmio, uma sequência contra times na parte de cima da tabela e agora vai enfrentar rivais diretos contra o rebaixamento. O primeiro desafio é neste domingo, contra o Atlético-GO, em Goiânia.

Dos 10 jogos restantes no Brasileirão, cinco serão em casa (Athletico, Corinthians, Fluminense, Goiás e Santos) e cinco fora (Atlético-GO, Sport, Vasco, Atlético-MG e Fortaleza). Para chegar aos tão sonhados 45 pontos e se livrar do rebaixamento, o Tricolor precisa de 17 pontos, dos 30 em disputa. Dá para chegar?

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