Todos os entrevistados concordaram que, embora o primeiro semestre tenha sido marcado pela crise da Covid-19 que derrubou o preço do Bitcoin e de praticamente todos os ativos, o balanço foi muito positivo.

Isso por conta da reação pós-queda que o Bitcoin apresentou. A principal criptomoeda do mercado acumula uma valorização de mais de 30% nos últimos três meses.

De acordo com os especialistas, o impacto do evento no preço do BTC é muito mais pré-halving e no médio e longo prazo. Assim, já era esperado que a cotação não explodisse imediatamente. 

Os especialistas esperam que ocorra o mesmo que ocorreu nos dois primeiros halvings. Isto é, que o BTC atinja o topo cerca de um ano após o evento, chegando a US$ 20.000.

“Não é que o Bitcoin, Ibovespa ou S&P caiu. Com exceção do dólar, todas as reservas de valores tradicionais caíram.” observou. Sampaio ainda disse que o momento foi essencial para demonstrar o amadurecimento da categoria.

Já Fabrício Tota, diretor da Mercado Bitcoin, disse que foi um teste muito duro ainda na “adolescência” das criptomoedas. No entanto, o desafio serviu para mostrar resiliência.

“O Bitcoin voltou mostrando que essa característica de ser uma rede distribuída, descentralizada, que não é controlada por governos ou bancos centrais têm valor em um momento que os BCs emitem moeda em larga escala.”

Quem concorda é Glauco Bronz Cavalcanti, sócio-fundador da BLP Asset. Para ele, uma pequena exposição desses fundos à criptoativos já injeta muito recurso no setor. Assim, pode refletir em uma valorização no curto e médio prazo.

Fernando Carvalho, CEO da QR Capital, destacou a possibilidade de ‘duplo hedge’ devido a desvalorização do real frente ao dólar. Isso porque as criptomoedas possuem referência global em dólar, aumentando assim a valorização em Real.

“Ao mesmo tempo que você compra um ativo escasso, com potencial valorização como reserva de valor, você também se expõe ao dólar, que é uma moeda forte”. 

No que diz respeito à valorização das altcoins, os especialista apontam como favoritas as que permitem a criação de produtos DeFi. Assim, o Ethereum e o Maker são as principais apostas.

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