“Homem-Formiga e a Vespa” (2018)

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O mundo quântico, onde Scott Lang termina preso, é importante no “Ultimato”. Por mais que os personagens expliquem novamente do que se trata, a história do Homem-Formiga fica solta para quem não viu esse filme.

“Capitã Marvel”

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A cena extra de “Guerra Infinita”, com Nick Fury (Samuel L. Jackson) acionando um pager, deixa claro que a Capitã Marvel estará no “Ultimato”. Nesse filme, ainda em cartaz nos cinenas, a heroína interpretada por Brie Larson é apresentada, assim como a relação dela com Fury.

 

O roteirista e criador da série, Malcom Spellman, disse em à revista “EW” que o dilema de Sam Wilson era a essência do que ele queria trazer para o seriado. “É a ideia de explorar um herói incontestavelmente preto e americano no contexto do clima em que vivemos atualmente”, afirmou.

Além de perderem o amigo, Wilson e Bucky têm suas próprias questões de adaptação. Em primeiro lugar, os dois fazem parte da metade da Humanidade que ficou desaparecida por cinco anos, como efeito do evento gerado pela vitória do vilão Thanos em “Vingadores: Guerra Infinita”. Wilson precisa retomar a vida ao lado de sua família. Já Bucky tenta, pela primeira vez, se adaptar ao mundo contemporâneo como uma pessoa normal.

 

Os trailers mostram que teremos a volta de certos personagens dos filmes, Sharon Carter (Emilyh Vancamp) e Zemo (Daniel Brühl), e novos antagonistas, como John Walker (Wyatt Russel), um soldado que, nos quadrinhos, também chegou a substituir o Capitão América.

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As peças e o todo

O maior medo dos fãs do Universo Marvel era o de que as séries do Disney+ não tivessem impacto na história maior que está sendo contada. Mais ou menos o que aconteceu com as séries da Netflix e “Agentes da Shield”, que foram, em geral, ignoradas pelos filmes. Mas “WandaVision” já deu algumas respostas sobre o que esperar dessas produções. Histórias que fecham capítulos para os personagens, mas deixam pistas do que vem a seguir.

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Além disso, pelo menos esta primeira leva de programas é de histórias que não precisam ter novas temporadas, mesmo que os fãs queiram sempre mais. A estratégia das minisséries fechadas é uma prática retirada do arsenal das editoras de quadrinhos de super-heróis. Nos anos 80, se tornou uma forma de juntar times criativos relevantes, contar uma história com início, meio e fim, e gerar novas vendas para personagens que já tinham suas revistas mensais.

Hoje estamos falando de conglomerados de mídia que disputam um novo jogo: conquistar assinantes para seus serviços de streaming e, ao mesmo tempo, gerar o desejo de ir ao cinema e pagar ingresso. E, nesse aspecto, a Marvel parece ter todas as ferramentas necessárias.

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‘Capitão América: guerra civil’

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A terceira produção da saga de “Capitão América” fecha a lista das 20 maiores bilheterias do mundo, tendo arrecadado U$ 1,1 bi. Na trama, o Capitão América entra em rota de colisão com o Homem de Ferro, após os políticos decidirem controlar os Vingadores.

‘Minions’

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Com direção de Kyle Balda e Pierre Coffin, a animação, que chegou ao Brasil em 2015, ocupa a 19ª posição entre as maiores bilheterias do mundo, tendo arrecadado U$ 1,1 bi. A produção foi lançada após o sucesso dos dois primeiros filmes de “Meu malvado favorito”, que conta com a participação dos seres amarelos.

‘Homem de ferro 3’

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O terceiro filme da franquia com Robert Downey Jr. como protagonista provou definitivamente que Homem de Ferro no cinema era sucesso na certa. Dirigido por Shane Black, o longa de 2013 faturou U$ 1,2 bilhão.

‘Velozes e furiosos 8’

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Arrecadando U$ 1,2 bi, a produção ocupa a 16ª posição entre as maiores bilheterias do mundo. O filme é o primeiro da saga que não tem atuação de Paul Walker após sua morte em 2013. O próximo longa da franquia tem previsão de lançamento em abril de 2020.

‘Os incríveis 2’

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A animação, que é sucesso entre o público e os críticos, estreou em 2018 e faturou U$ 1,2 bilhão nas bilheterias pelo mundo. O filme foi indicado ao Oscar de “Melhor animação”, em 2019, sendo que o primeiro havia vencido a premiação em 2005.

‘A Bela e a Fera’

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Com Emma Watson no papel de Bela e Dan Stevens interpretando a Fera, o filme arrecadou U$ 1,2 bi nas bilheterias mundiais. A produção, dirigida por Bill Condon, foi indicada em duas categorias no Oscar de 2018: “Design de produção” e “Melhor figurino”.

‘Frozen’

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A animação, que arrecadou U$ 1,2 bi nas bilheterias do mundo, foi a primeira produção da Walt Disney a vencer o Oscar na categoria de Melhor filme de animação, além de ter vencido também como Melhor canção original, ambos em 2014.

‘Jurassic world: reino ameaçado’

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Dirigido pelo espanhol Juan Antonio Bayona, o segundo filme da saga em que o ator Chris Pratt atuou como protagonista estreou no Brasil em 2018 e arrecadou U$ 1,3 bilhão nas bilheterias do mundo. A franquia ainda terá uma terceira produção, que será lançada em 2021, chamada “Jurassic world: extinção”.

‘Star Wars: Os últimos Jedi’

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O último longa de Carrie Fisher, morta em 2016, arrecadou U$ 1,3 bilhão nas bilheterias mundiais e se consolidou na nona posição dos filmes mais assistidos da história. Ainda não se tem maiores informações sobre o futuro da princesa Leia na continuação prevista para 2019.

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‘Harry Potter e as relíquias da morte: parte 2’

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O último livro da saga de Harry Potter foi divido em duas partes para a adaptação cinematográfica. A segunda parte, de 2011, arrecadou US$ 1,341.5 bilhões em bilheteria e ficou na oitava colocação. Indicado a três categorias no Oscar, o longa não levou nenhuma estatueta para casa.

‘Pantera negra’

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O filme solo sobre o rei T’Challa de Wakanda desbancou Titanic e se tornou o terceiro mais assistido de todos os tempos nos Estados Unidos. Mundialmente, o longa-metragem ocupa a décima posição dos mais rentáveis do cinema com U$1,346 bilhão.

‘Vingadores: A era de Ultron’

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A sequência de ‘Vingadores’ ocupa a sétima posição na lista das maiores bilheterias de todos os tempos após faturar U$1,4 bilhão. A terceira parte da reunião dos heróis do universo Marvel, ‘Os vingadores: guerra infinita’, estreia em 26 de abril.

‘Velozes e Furiosos 7’

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O sétimo filme da franquia, e o último de Paul Walker em vida, foi o que mais arrecadou, com US$ 1,516 bilhões. Na sequência, está “Velozes e Furiosos 8” (2017), que vendeu US$ 1,215.1 bilhões, conquistou a 11ª posição e se consolidou como o 30º filme da história com bilheteria maior que um bilhão.

‘Os Vingadores: The Avengers ‘

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O primeiro filme dos Vingadores vendeu US$ 1,518.8 bilhões em bilheteria e conquistou a quinta posição. Já o segundo filme da franquia, “Vingadores: Era de Ultron” (2015) arrecadou menos: US$ 1,405.4 bilhões, e ficou em sétimo no ranking.

‘Jurassic World: O mundo dos dinossauros’

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O filme mais recente da saga de “Jurassic park”, lançado em 2015, arrecadou US$1,671.7 bilhões, e conquistou a quarta colocação no ranking. Um fato curioso é que dos 30 filmes bilionários na lista, 27 são do século 21, e a maioria deles são blockbusters.

‘Vingadores: Guerra infinita’

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No filme de 2018 em que o Homem de Ferro, Thor, Hulk e os Vingadores se unem para combater o maligno Thanos, a arrecadação chegou a cifra de US$ 2,048 bilhões.

‘Star Wars: O despertar da força’

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O sétimo episódio da trama principal de “Star Wars” arrecadou US$ 2,068 bilhões em bilheteria, e está na terceira posição. Não é novidade que um filme da saga se saia bem em vendas, mas com a volta de personagens queridos pelo público, como Han Solo, Luke e Leia, elas foram ainda maiores.

‘Titanic’

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Com “Titanic”, James Cameron entrou para história, não apenas por ter conquistado 11 estatuetas no Oscar de 1998 (sendo o maior vencedor do prêmio), mas também por alcançar a segunda maior bilheteria de todos os tempos, arrecadando US$ 2,1 bilhões.

‘Vingadores: ultimato’

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Em menos de uma semana, “Vingadores: Ultimato” faturou U$ 1,2 bi. Em julho de 2019, após um relançamento nos cinemas, com novas sequências, a obra ultrapassa os números de “Avatar”, movimento revertido dois anos depois. A tarefa de chegar ao topo, no entanto, é muito mais complicada na lista com valores ajustados pela inflação. Nessa, o líder ainda é ‘…E o vento levou”, de 1939.

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‘Avatar’

Foto: Reprodução/ NME

 

A empresa deu um salto evolutivo no mundo das histórias em quadrinhos serializadas nos anos 1960, quando estabeleceu tramas com nexo cronológico (ou seja, as histórias continuavam como numa novela) e personagens que pareciam humanos de verdade vivendo circunstâncias fora de série. E seus personagens estão em constante fluxo de mudança, com novos times criativos tentando achar ou criar tendências.

Sua lógica parecia impossível de executar no ambiente das superproduções do cinema. Como garantir certos astros por múltiplas produções que seriam lançadas ao longo de uma década? Mas tudo aconteceu no momento em que os astros estavam perdendo espaço para as franquias. O Homem-Aranha pode ter diversos intérpretes — o que importa é a propriedade intelectual Homem-Aranha.

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Mesmo Tom Cruise, considerado o último superastro, precisa de uma franquia para manter sua estatura, “Missão: Impossível”. Fora desta série, seus filmes não são garantia de sucesso. Este processo fez com que virtualmente qualquer ator de calibre estivesse ao alcance dos filmes de super-heróis em geral — e da Marvel em particular.

Mesmo mecanismo da HQ

Os longas do estúdio contam histórias fechadas, mas se conectam uns aos outros trazendo um conto épico. Se for feita, de novo, a analogia com as estratégias das editoras de quadrinhos, este modelo é muito similar aos grandes lançamentos da Marvel e de sua concorrente DC Comics nos verões americanos. Neles, há uma grande história central que se espalha por todas as revistas regulares, lançadas com um selo temático. Foi seguindo esse conceito que Thanos pairou sobre os filmes do estúdio Marvel desde a estreia do primeiro longa dos Vingadores, em 2012, e a história só foi se resolver em “Ultimato”, de 2019.

A estratégia de lançar séries e minisséries, no Disney+, e filmes, primeiro nos cinemas e depois na plataforma, é vantajosa porque mantém os fãs mobilizados e estabelece a lógica que motiva o engajamento constante: a cronologia dos acontecimentos. Se o fã não assistir a “Viúva Negra” quando chegar aos cinemas, perde o fio da meada da próxima série do serviço de streaming.

Nas mãos da Disney, é tudo turbinado pelo licenciamento de produtos sem fim e ainda os parques temáticos espalhados pelo mundo. Tudo alimentado por histórias e personagens em constante evolução, a especialidade da Marvel. Seu jeito de sempre olhar para a próxima trama é o combustível perfeito para uma máquina capaz de gerar bilhões.

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