Em dia de baixas temperaturas, a Prefeitura de São Paulo recolocou hoje os abrigos novamente à disposição de moradores em situação de rua. Segundo o prefeito da capital, Bruno Covas (PSDB), apenas na última madrugada, 159 pessoas foram convencidas a se abrigar em instalações públicas oferecidas.

A chamada Operação Baixas Temperaturas entrou em ação no dia 6 de maio. De acordo com o prefeito paulistano, equipes noturnas são acionadas sempre que as temperaturas à noite estão abaixo dos 13 graus para oferecer abrigo.

“Dez mil pessoas já foram abrigadas durante esse período, lembrando que a Prefeitura não pode fazer abrigamento compulsório. É preciso convencer essas pessoas”, declarou.

A Prefeitura de São Paulo informou que 800 pessoas recusaram abrigo desde o início da operação. Ao todo, são 24.267 vagas abertas para moradores em situação de rua.

“São 24 mil vagas que nós temos aqui na cidade de São Paulo para poder fazer acolhimento só de população em situação de rua”, disse Bruno Covas. “Nós temos vagas sobrando”, acrescentou.

Covas ainda orientou a população a solicitar equipes para abrigo, ligando para o telefone 156 “se passar pela rua e verificar alguém que deseje qualquer tipo de abrigamento”.

O secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, lembrou ainda a ampliação do número de consultórios de rua, de 19 para 26 — o que, segundo ele, permitiu a ampliação de 28% na capacidade de atendimento de moradores em situação de rua.

Ainda de acordo com o secretário, a pasta tem feito distribuição de itens como cobertores, álcool em gel, máscaras, sabonetes e marmitex. Neste final de semana, mantas térmicas serão distribuídas.

A capital de São Paulo, cidades do interior e outras regiões do país devem registrar hoje o dia mais frio do ano e é esperado que as temperaturas se mantenham baixas pelo fim de semana.

O coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, José Medina, disse não ser possível saber se a incidência da covid-19 irá aumentar com o frio, a exemplo de outras doenças respiratórias infecciosas.

De acordo com Medina, se, por um lado, as pessoas saem menos de casa com o frio, por outro, as pessoas de uma mesma família passam mais tempo próximas. “Se tiver uma pessoa da família, que por alguma razão esteja contagiada, a chance de transmissão dentro de casa é maior”, afirmou Medina, durante entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes.

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