O futebol está de volta em Minas Gerais, mas cheio de adaptações, que certamente vão seguir por um bom um tempo. Os protocolos de segurança contra a Covid-19 valem para todos os envolvidos nos jogos. E os jornalistas, claro, não ficariam de fora. Modificações na rotina de trabalho puderam ser sentidas do pré ao pós-jogo entre Cruzeiro e URT, na manhã deste domingo, no Mineirão. A primeira partida na capital mineira nesta volta do futebol brasileiro.

A credencial, que antes era retirada em um contêiner no estacionamento do estádio, agora já é distribuída na portaria, após aferição de temperatura e conferência do resultado negativo do teste de PCR, que detecta presença do novo coronavírus. Entrar nas dependências do estádio só depois de higienizar as mãos com álcool gel e, claro, usando máscara.

Em um jogo com rotina normal, o próximo passo seria aguardar a chegada das delegações no estacionamento G2, que inclusive estava com boa parte isolada neste domingo. No entanto, para evitar aglomeração, a chegada dos dois times ocorreu em uma das áreas sem acesso.

Nada, também, de ir à zona mista, onde normalmente são passadas as escalações e têm entrevistas de pós-jogo e uma ou outra conversa com dirigentes. Acesso da imprensa somente à tribuna e, no máximo, com duas pessoas por vez no elevador e o pedido para usar o cotovelo ou algum objeto na hora de selecionar o andar em que deseja ir.

Na tribuna, borrifadores de álcool em gel marcam presença obrigatória, assim como os pedidos para que se evite aglomerações e higienize as mãos com frequência. Há a orientação, também, para que use apenas as estações de trabalhos intercaladas, evitando proximidade.

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Logo na entrada, foi possível perceber mudanças também no gramado. O Cruzeiro, normalmente, faz parte do aquecimento nas dependências internas do Mineirão, mas para evitar aglomeração em local fechado, o alongamento dos atletas foi feito em colchões atrás do banco de reservas.

A orientação é para que não haja comemorações em grupo. Isso não ocorreu. Os três gols foram comemorados demais pelos jogadores do Cruzeiro. No terceiro, quando Marllon foi abraçar os companheiros no banco de reservas, houve pedido do quarto árbitro e do auxiliar para que não houvesse aglomeração. Único momento de maior intervenção da equipe de arbitragem em relação aos protocolos do novo coronavírus.

Oportunismo de centroavante do Marllon. O zagueiro foi comemorar com a galera do banco. O quarto árbitro e o assistente até pediram pra manter o isolamento, mas não teve jeito 😂 #trnineirao pic.twitter.com/2G9MB4wdqW

Além da zona mista localizada na saída do gramado, que não está sendo utilizada, também não foi possível fazer entrevistas no caminho dos atletas entre os vestiários e o ônibus. O centro de mídia, utilizado por jornalistas após o apito final, também ficou fechado.

As entrevistas coletivas com os treinadores, tradicionais após cada partida, também são realizadas de uma nova maneira. No caso do Cruzeiro, jornalistas enviaram perguntas por áudio, e a assessoria de imprensa do clube repassou ao Enderson Moreira, transmitindo o conteúdo pelo canal do clube no Youtube. Após a transmissão, o treinador também respondeu perguntas da Globo no campo, mas com distanciamento do repórter.

É o chamado “novo normal”. Protocolos que seguirão sendo exigidos em todas as competições do futebol brasileiro, ao menos enquanto não houver vacina. Sem presença garantida nas semifinais do Mineiro, o próximo jogo garantido do Cruzeiro no Mineirão será contra Botafogo-SP, dia 8 de agosto, na estreia da Série B.

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