Danilo Lavieri começou a carreira em 2008 e trabalha com futebol desde 2010. Já cobriu Copa, Olimpíada, escreveu a biografia do goleiro Marcos (Nunca Fui Santo) e ganhou prêmio de furo do ano da Aceesp em 2019.

Bem que o VAR tentou atrapalhar, mas o jogo entre Santos e Flamengo foi muito bom neste domingo (30). A partida na Vila Belmiro teve disposição das duas equipes em buscar o gol, duelo tático interessante e jogadas bem trabalhadas, passes de primeira, de letra, chutes de fora da área, bicicleta… Enfim, um alento para o torcedor que é fã de futebol e tem sofrido com o Brasileirão até aqui.

Cuca, mesmo com um elenco menos qualificado e com menos tempo de trabalho em comparação com alguns de seus rivais, colocou um time em campo que jogou bola. Buscou o gol, driblou, fez triangulação e arriscou de fora da área. Claro que toda essa disposição em busca do gol gera alguns buracos na defesa. E aí entrou o mérito do Flamengo.

Com um sistema defensivo que também não inspirou muita confiança, o ataque do time carioca voltou a ter um bom dia, com trocas de passes velozes entre Michael, Bruno Henrique e Gabigol, com contra-ataque mortal.

Gabigol voltou a marcar contra o seu ex-time e teve chance clara de fazer pelo menos mais um no 2º tempo. Aos 40 minutos do 2º tempo, eram mais de 30 finalizações, com mais de 10 delas tendo acertado o alvo.

Claro que o torcedor do Santos não vai dormir feliz com o resultado, mas vai para a cama com a esperança de ver o time continuar em evolução. O torcedor flamenguista ainda não viu o que estava acostumado a ver com Jorge Jesus, mas lembrou que seus principais jogadores não desaprenderam o que mostraram em 2019. Mais do que isso, a experiência de Santos e Flamengo foi agradável para quem buscava uma alternativa para a maré de jogos chatos desse Brasileirão.

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Não fosse o árbitro de vídeo, a experiência teria sido ainda melhor. A cabine foi acionada várias vezes durante os 90 minutos e, em três ocasiões, totalizou quase 10 minutos de paralisação. Um absurdo.

Para piorar, o público que acompanhava pela televisão ficou perdido para entender o que aconteceu, especialmente no segundo gol anulado do Santos. É uma experiência que vai contra o principal cliente do campeonato, que é o torcedor.

Não sou contra o VAR e acho que as decisões foram acertadas. Mesmo que com diferenças milimétricas, as imagens mostraram irregularidades que foram de maneira bem marcadas. Mas, com a demora para a tomada de decisão, ficou a impressão que os árbitros estavam medindo com régua e lápis a diferença entre marcador e atacante, quando, na verdade, tudo isso é feito pela tecnologia.

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