Gentileza gera gentileza. A frase é uma máxima em diversos momentos da vida e, nesta sexta-feira (13), em que é comemorado o Dia Mundial da Gentileza, grupos em todo o mundo realizam ações para incentivar as pessoas a serem mais gentis umas com as outras.

A ideia de criar o Dia Mundial da Gentileza surgiu em uma conferência realizada em Tóquio, em 1996, pelo World Kindness Movement (Movimento Mundial da Gentileza, em tradução livre).

Segundo Thirza Reis, quando uma pessoa pratica um ato de gentileza, ela se mostra mais vulnerável. “Ao baixarmos a nossa guarda, nós automaticamente desestabilizamos a dureza da outra pessoa. Assim, é possível relaxar um pouco mais”, explica a psicóloga.

Ela afirma que atitudes como um abraço, um sorriso ou uma palavra positiva são capazes de mudar o dia de alguém. Além disso, diz que a gentileza, tanto para quem compartilha, quanto para quem recebe, faz bem para a saúde.

“Do ponto de vista neurológico e bioquímico, o ato de ser gentil produz dopamina, que é um hormônio do prazer e do bem-estar, produzido pelo cérebro. A gentileza, a compaixão e o amor são como antídotos contra a depressão e doenças crônicas, também melhoram o sistema imunológico. Isso traz uma relação direta com o bem estar, porque dispara em nós o nosso melhor”, explica Thirza.

O ano de 2020 tem sido complicado no mundo todo, principalmente devido à pandemia do novo coronavírus. O isolamento social, a crise econômica, e todas as adaptações que precisaram ser feitas no dia a dia das pessoas deixaram marcas.

Nesse cenário, atos de gentileza se destacam. No Distrito Federal, foram registrados diversos casos de atitudes que trouxeram alento e esperança em momentos difíceis.

Logo no começo da pandemia, em março, 25 produtores de flores do DF decidiram doar parte do estoque para os profissionais da área da saúde em homenagem aos esforços da classe no combate ao coronavírus.

Buquês de flores tropicais como alpina, lírio, helicônia, boca de leão e rosas vermelhas e amarelas foram doadas a profissionais do Hemocentro, do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), do Instituto Hospital de Base do DF (HBDF) e do Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib).

Atitudes de gentileza também foram registradas em aniversários e datas comemorativas durante o isolamento social. Vizinhos cantaram parabéns nas janelas, para crianças que não tiveram festas de aniversário.

Em maio, a idosa Eloyta da Silva, de 95 anos, moradora do Lago Sul, recebeu uma carreata com buzinaço, na porta de casa, em comemoração ao aniversário e ao dia das mães. “Foi de surpresa! Chegaram todos juntos de manhã, buzinando, foi uma farra! Só não pude abraçar, mas foi muito lindo”, disse à época.

As crianças, que tinham uma rotina mais sociável, com escola e amigos todos os dias, também sentiram o isolamento social. No entanto, houve quem conseguiu fazer novas amizades, de um jeito inusitado.

Sophia Sampaio Pereira Rezende, de 11 anos, moradora de Águas Claras, é filha única e estava se sentindo sozinha em casa. Ela teve a ideia de mandar um bilhetinho, amarrado em uma corda, para o apartamento do andar de baixo.

Quem recebeu a mensagem foi a professora de inglês Mirna Lima Cardoso, que prontamente respondeu, começando assim uma troca de cartinhas e presentes quase diária com Sophia. “Às vezes, ela me desce chocolatinhos, cordinha enfeitada, e eu falo: ‘Gente, parece que ela advinha o dia em que eu estou muito cansada e desce um mimo, parece que ela me conhece'”, conta Mirna.

Comentários