Diogo Vilela, que estreia hoje no “Zorra”, disse que inicialmente estava com medo de fazer o programa humorístico de sábados à noite da Rede Globo devido a alguma possível falta de sintonia com a produção. No entanto, se sentiu em casa ao ser surpreendido com a qualidade dos roteiros.

“Eu estava com medo quando entrei e cheguei a pensar: ‘Será que vai ter alguma defasagem? Como é que vai ser?’ Porque a gente sempre fica [pensando isso], né”, revelou o ator de 62 anos no “Conversa com Bial” desta madrugada. “Mas, eu adorei”, comemorou.

Segundo Vilela, que tem em seu extenso currículo novelas e programas televisivos de sucesso como “Sassaricando”, “TV Pirata”, “A Grande Família”, “Os Normais”, “O Auto da Compadecida” e “Toma Lá, Dá Cá”, falou que os textos da nova temporada do “Zorra” o conquistaram e o encorajaram.

“Quando eu comecei a ler os textos, eu disse: ‘Que incrível isso'”, exaltou ele, e continuou: “Os autores são impressionantes. É um humor compatível, sabe? Então, estou vivendo essa coisa legal com o “Zorra”‘.

Até para Pedro Bial sobrou. Em um dos novos quadros do programa, intitulado “Pedro”, Vilela interpretará o apresentador de forma cômica e caricata. “O texto é genial. Eu não gravei ainda, mas se você visse as entrevistas que eu vou fazer. Tem uma que é obra-prima”, adiantou.

A nova temporada do “Zorra” vai ao ar aos sábados, após a exibição da novela “Fina Estampa”. Além de Diogo, também estão no elenco Marisa Orth, Robson Nunes, Victor Lamoglia, Karina Ramil, entre outros.

Em determinado momento da conversa, Vilela se mostrou bastante triste com a perseguição à classe artística que vem acontecendo atualmente no país, alimentada pelos governantes.

“Estamos sendo demonizados e invalidados”, lamentou ele. “[O Brasil] é um país sem arte, onde a arte está brotando do sofrimento. O artista nasce sempre, mas a arte é um legado e o mundo está muito sem arte, as pessoas não estão convivendo com a arte”.

O ator ainda defendeu os companheiros de profissão, dizendo que os artistas brasileiros têm muito valor e estão no mesmo nível dos internacionais, e citou uma frase do filósofo Friedrich Nietzsche, definindo que arte é a fuga do tédio e o caminho para a verdadeira felicidade.

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