A Fifa trabalha na ampliação do Mundial de Clubes com o objetivo de estimular a competição internacional entre as equipes. A ideia é que o novo formato tenha 24 times de diferentes continentes, incluindo oito europeus. “Estamos focando a competição no Mundial de Clubes, por exemplo, para ter não apenas um clube presente de cada confederação, mas mais participantes, porque precisamos estimular o futebol de clubes no mundo inteiro”, disse o presidente da Fifa, Gianni Infantino, no Catar, onde esteve para a premiação ao campeão Bayern de Munique.

O maior entrave da Fifa neste momento diz respeito às datas no calendário para acomodar o novo formato. Haverá mais jogos. “Ainda teremos de encontrar o espaço certo para o novo Mundial de Clubes com 24 equipes. Evidentemente não é um desafio fácil neste período. Se tivermos de esperar mais um ano, o faremos”, disse Infantino. Ele gostaria que já começasse na temporada 2021.

O calendário do futebol sofreu forte abalado devido à pandemia do novo coronavírus e às restrições sanitárias que ocorreram no mundo. Por isso, neste ano serão realizados dois Mundiais de Clubes: a edição 2020, que terminou quinta-feira com o Bayern de Munique campeão no Catar, e a de 2021, marcada para ocorrer no Japão em dezembro.

A princípio, neste ano já seria disputado um renovado e lucrativo Mundial de Clubes na China, com 24 representantes. Mas a competição não saiu do papel por causa do adiamento da Eurocopa e da Copa América, inicialmente previstas para 2020, para os meses de junho e julho deste ano. A ordem das competições mundiais deve ser recuperada e, a partir daí, novos encaminhamentos serão tomados pela Fifa. Em março, as seleções voltam a disputar as Eliminatórias.

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O novo Mundial de Clubes é uma investida da Fifa contra a ideia dos grandes times da Europa de lançar sua própria Superliga, que poderia levar parte dos direitos televisivos da entidade. “O verdadeiro desafio para o futuro será o calendário dos jogos internacionais, o equilíbrio a ser encontrado entre o futebol de seleções e o futebol de clubes, que sofre ainda mais agora, nesta época de covid”, avaliou Infantino. A recompensa em dinheiro deverá ser um atrativo.

A Uefa, por exemplo, está preparando uma nova fórmula para a Liga dos Campeões a partir de 2024, com dez jogos de cada equipe na fase de grupos no lugar dos seis atuais. Essa alteração aumentaria a receita, mas saturaria ainda mais o calendário cheio dos jogadores.

Se a Fifa conseguir colocar em prática o seu novo Mundial de Clubes já em 2022, é possível que o Brasil tenha dois representantes no torneio: Palmeiras (campeão da Libertadores de 2020) e Flamengo (2019). As regras que definirão os participantes ainda estão sendo discutidas. Não está descartado a América do Sul ter até quatro participantes no Mundial. / COM AFP

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