Para melhorar a equação de custos no transporte das cargas dedicadas, o Grupo Tigre tem utilizado uma solução tecnológica como alternativa para gestão de logística. Ao utilizar o ecossistema da AgregaTech, a empresa conseguiu contingenciar episódios como a greve nacional dos caminhoneiros de 2018 e o tabelamento dos fretes pela ANTT.

Referência em soluções para construção civil e cuidados com a água, o Grupo Tigre depende do transporte rodoviário para escoar a produção das suas fábricas localizadas no Brasil. Com diversas modalidades de transporte, entre elas as cargas rodoviárias dedicadas e as fracionadas, até 2017 a empresa utilizava os serviços de um pool de 17 transportadoras.

Para inovar e ter uma alternativa ao padrão empregado por décadas, o Grupo Tigre, no final de 2017, começou a utilizar os serviços da AgregaTech, empresa que oferece soluções de logística de transporte para a indústria.

“A partir de uma oferta norteada por tecnologias como inteligência artificial, machine learning, data science, business intelligence e internet das coisas foi possível oferecermos ao Grupo Tigre uma gestão integrada, eficiente e preditiva de todos os ativos logísticos. Além disso, quero pontuar que ao melhorarmos o nível de serviço na Tigre, diminuindo o No-show, os indicadores operacionais ficaram mais visíveis com a nossa plataforma OnTime”, diz Jarlon Nogueira, CEO da AgregaTech.

Segundo a empresa, as soluções empregadas foram capazes de reduzir em dois dígitos os valores médios de fretes gastos após a implantação do projeto, mantendo a eficiência e a qualidade de nível de serviço. A Tigre efetua entregas em todos os estados do País e faz centenas de milhares de viagens por ano.

A empresa conta que o início da implantação não foi fácil. Os próprios clientes, que já recebiam as mercadorias há bastante tempo das mesmas transportadoras, possuíam um laço muito próximo com essas empresas e resistiram à novidade.

“Era necessário otimizar custos para manter uma boa oferta de valor aos clientes. O que fizemos foi um trabalho bem forte de conscientização, rompendo com o modelo antigo e ajustando questões de qualidade para manter o bom nível de serviço que sempre foi reconhecido pelos clientes”, explica Cleibe Palhano, Gerente de Logística e Distribuição Brasil do Grupo Tigre.

Durante a greve nacional dos caminhoneiros, em 2018, a empresa teve a certeza de que havia feito a escolha certa. A parceria com a AgregaTech minimizou os prejuízos, com poucos dias de paralisação. O contato e negociações diretas com os caminhoneiros, sem intermediários, fez toda a diferença.

“A partir do momento em que firmamos um relacionamento com o caminhoneiro, sem intermediações, os motoristas se tornam mais próximos, nos atendem de uma maneira muito melhor e com muito mais fidelização”, pontua o gestor.

O tabelamento de fretes pela Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), medida que seguiu à greve, também gerou incertezas para o mercado e consequentemente para a Tigre. Mas aos poucos o projeto da Tigre mostrou que mesmo em ambiente regulado, ainda havia a oportunidade de eliminar o “spread” da subcontratação de agregados.

Ainda como reflexo do tabelamento, muitas transportadoras que operavam no modelo LTL (Fracionado) passaram a forçar aumentos de tarifas. Foi quando a Tigre entendeu que era oportunidade e avaliar a expansão o projeto, estendendo-o para o frete fracionado.

Quando uma das transportadoras, em 2019, que era responsável por 20% do volume enfrentou problemas e paralisou suas atividades, o ecossistema da AgregaTech foi capaz de absorver a demanda praticamente do dia para a noite.

Hoje 60% da carteira de tubos e conexões da Tigre é transportada por meio do projeto de desintermediação. Este percentual pode aumentar em caso de pressão de custos, mas a Tigre entende que é saudável manter bons parceiros e transportadores que têm especialização neste mercado como titulares de determinadas regiões assim como opção de contingência.

Isso se explica pela dimensão continental do País, em conjunto com demandas, regras de negócio e necessidades diferentes. “Posso citar como exemplos a região amazônica, onde os produtos são levados em balsas, os riscos do transporte no Rio de Janeiro e o rodízio e restrições de veículos de carga na cidade de São Paulo. Gerenciamos os riscos com um balanço favorável para a operação”, explica o gerente.

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