Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos e Red Bull Bragantino são os cinco clubes que representam o Estado de São Paulo no Campeonato Brasileiro. As equipes representam o estado com mais títulos da competição. No total, são 37 títulos para equipes do futebol paulista.

Dos cinco clubes que mais ganharam títulos, quatro são de São Paulo: Palmeiras (10), Santos (8), Corinthians (7) e São Paulo (6). O Flamengo (6) é a outra equipe. O Estadão destaca como os times paulistas chegam no Brasileirão deste ano.

Em busca do oitavo título do Brasileirão, o Corinthians inicia o campeonato deste ano embalado pela boa campanha após a parada do futebol provocada pela pandemia do novo coronavírus. O técnico Tiago Nunes conseguiu ajustar a equipe, que tinha chances remotas de classificação para o mata-mata do Paulistão e acabou avançando até a final.

A principal novidade é a volta de Jô, contratado durante a paralisação. O centroavante foi um dos heróis do último título brasileiro conquistado pelo Corinthians, em 2017. Ele também faturou o campeonato nacional em 2005 e vai em busca do seu terceiro título brasileiro pelo clube.

No setor defensivo, o jovem Carlos Augusto continuou como titular. O jovem de 21 anos assumiu a posição e recebeu sondagens de clubes europeus. Danilo Avelar passou a ser zagueiro da equipe ao lado de Gil. A defesa, inclusive, tornou-se mais uma vez o ponto forte do time alvinegro e permanece com os eficientes Cássio e Fagner.

A carência para Tiago Nunes no elenco é um atacante rápido pelos lados do campo. Sem ter opções com essa característica, o treinador aposta em uma equipe com boa troca de passes, com Luan flutuando entre o meio de campo e o ataque.

Já no meio de campo, Tiago Nunes conta com várias opções. Contratado neste ano, o volante Ederson foi fundamental para o Corinthians avançar no Paulistão. Na cabeça de área, Gabriel cumpre seu papel pelo seu quarto ano seguido no clube, mas pode perder o lugar caso o treinador opte por uma escalação mais ofensiva.

Dois grandes vencedores do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras e o técnico Vanderlei Luxemburgo vão ter uma competição para mostrarem o quanto sabem administrar e se planejar com o elenco. Ambos serão testados a mostrar acertos no planejamento e na escolha estratégica das escalações para conseguir rodar o elenco sem desgastar peças ou perder qualidade ao longo das 38 rodadas.

Nas duas últimas conquistas recentes, em 2016 e 2018, o Palmeiras conseguiu levar a taça justamente por ter um elenco numeroso e capaz de trocar peças sem perder a qualidade. Agora em 2020 a estratégia é ainda mais necessária. O calendário apertado vai forçar o treinador a descobrir o potencial dos reservas.

O grande desfalque é a saída do atacante Dudu para o futebol do Catar. É claro que as opções podem aparecer ao longo dos próximos mesese, mas pelo menos no começo deste Brasileirão, o Palmeiras ainda se vê atrás de alguns rivais em termos de elenco. A chegada de vários jogadores das categorias de base serviu para aumentar opções, porém ainda é cedo imaginar que alguns desses jovens já possam assumir o posto de titular.

Na sua volta à elite do Campeonato Brasileiro depois de 21 anos, o Red Bull Bragantino não quer apenas se contentar em escapar do rebaixamento, objetivo da maioria dos clubes provenientes da Série B. O time de Bragança Paulista (SP) tem planos ousados.

A última participação na elite foi em 1998, quando se chamava apenas Bragantino. Em abril do ano passado, porém, foi fechada uma parceria com a multinacional de bebidas energéticas Red Bull. E rapidamente ela rendeu bons frutos ao clube, que se sagrou campeão da Série B do Brasileiro ainda como Bragantino.

Para surpreender, a diretoria apostou na manutenção do elenco que conquistou a Série B, entre eles o zagueiro Leo Ortiz, o meia Claudinho e os atacantes Morato e Ytalo, mas também foi ao mercado e contratou jogadores que podem render bons frutos no futuro.

Graças ao suporte da multinacional, o Red Bull Bragantino colocou a mão no bolso para contratar o goleiro Cleiton (ex-Atlético-MG e da seleção pré-olímpica) e o atacante Artur (ex-Palmeiras e Bahia). Outras contratações importantes foram o volante Matheus Jesus, o meia Thonny Anderson e o atacante Alerrandro. O clube gastou perto de R$ 50 milhões e vai ter uma folha mensal em torno de R$ 2,5 milhões.

A principal baixa em relação ao grupo do ano passado foi no comando técnico, pois Antônio Carlos Zago acabou se transferindo para Kashiwa Antlers-JAP. A solução encontrada pela diretoria foi buscar Felipe Conceição, que vinha realizando bom trabalho no América-MG.

Surpresa positiva do Campeonato Brasileiro de 2019, quando chegou a liderar o torneio e foi vice-campeão, o Santos dificilmente poderia começar a edição seguinte do torneio em situação pior. No período que separa a disputa dos Nacionais, o time enfraqueceu seu elenco, fracassou na mudança de técnico e enfrenta problemas na Justiça. Vai, agora, apostar em Cuca, para recuperar o rumo.

As dificuldades no Santos começaram dias depois da despedida do Brasileirão. Sem acordo, Jorge Sampaoli saiu da Vila Belmiro de modo litigioso. E, aos poucos, também foi deixando de ser visto em campo o time intenso e ofensivo do treinador argentino, que tanto encanta o torcedor do clube.

O seu sucessor também já não está mais na Vila Belmiro. Com atuações ruins e menos de 50% de aproveitamento no Campeonato Paulista, o português Jesualdo Ferreira foi demitido depois da eliminação nas quartas de final do Campeonato Paulista.

O elenco também se enfraqueceu. O time ficou sem os laterais titulares de 2019, Victor Ferraz e Jorge, e ainda perdeu Gustavo Henrique, que se transferiu gratuitamente ao Flamengo. Nas últimas semanas, ainda viu Everson e Eduardo Sasha acionarem a Justiça, com a intenção de se desligarem do time.

O cenário de caos deixa distante qualquer perspectiva de protagonismo do Santos, que não fica fora do grupo dos dez primeiros colocados do Brasileirão desde 2009. A aposta para se reerguer é o técnico Cuca.

O treinador chegou ao clube na última sexta-feira, para a sua terceira passagem – as outras foram em 2008 e 2018, quando saiu para tratar de problema no coração. Aos 57 anos, deve adotar uma formação ofensiva. Para isso, contará com estrangeiros que se destacaram no ano passado, como o meio-campista uruguaio Carlos Sánchez e o atacante venezuelano Soteldo. Na outra ponta, Marinho também é esperança de ofensividade e recuperação da histórica identidade da equipe.

O elenco do São Paulo e Fernando Diniz terão de se provar novamente para que o time faça uma boa campanha no Campeonato Brasileiro. Embora conte com boas opções à disposição do treinador, a equipe inicia o torneio sob desconfiança após cair nas quartas de final do Campeonato Paulista.

Sem conquistar um título de expressão desde 2012, quando faturou a Copa Sul-Americana, o São Paulo foi surpreendido pelo Mirassol, no Paulistão, e trouxe à tona um cenário conhecido: o de crise. O grupo de jogadores e Diniz foram alvo de protestos de torcedores, assim como a diretoria, que optou por bancar a permanência do técnico. Mas o clima de insegurança e pressão podem atrapalhar.

Dominante no futebol brasileiro na década passada, o São Paulo parece ter perdido o caminho em anos recentes. Com Diniz, foi sexto colocado no Brasileirão do ano passado, mas ainda não é suficiente. Para dar tranquilidade e recuperar a aura vencedora, o São Paulo aposta em Daniel Alves, que vem se destacando no meio-campo.

Além disso, formava uma interessante dupla de volantes com Tchê Tchê. São eles que dão apoio ao quarteto ofensivo composto por Igor Gomes, Vitor Bueno. Alexandre Pato e agora Pablo, o substituto de Antony, que se transferiu ao futebol holandês.

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