Julio Gomes é jornalista esportivo desde que nasceu. Mas ganha para isso desde 1998, quando começou a carreira no UOL, onde foi editor de Esporte e trabalhou até 2003. Viveu por mais de 5 anos na Europa – a maior parte do tempo em Madrid, mas também em Londres, Paris e Lisboa. Neste período, estudou, foi correspondente da TV e Rádio Bandeirantes e comentarista do Canal+ espanhol, entre outras publicações europeias. Após a volta para a terrinha natal, foi editor-chefe de mídias digitais e comentarista da ESPN e também editor-chefe da BBC Brasil. Já cobriu cinco Copas do Mundo e, desde 2013, está de volta à primeira das casas.

Cristiano Ronaldo meteu um golaço de falta, depois outro tiro no ângulo, de fora da área, e Portugal ganhou da Suécia por 2 a 0 pela Liga das Nações da Uefa. CR7 chega, assim, a 101 gols em 163 jogos pela seleção portuguesa.

É um monstro, um fenômeno, um gênio, escolham o adjetivo que quiserem. Cristiano Ronaldo é simplesmente um dos maiores jogadores da história do futebol. O líder de gols por uma seleção é o iraniano Ali Daei, com 109 gols em 149 partidas.

E vejam. Cristiano estará com 36 anos na Eurocopa do ano que vem, quando Portugal defenderá seu título continental. E 37 para 38 na Copa do Catar. Do jeito que o cara se cuida e foi pouco afetado por lesões na carreira, me parece claro que Ronaldo chegará a estas duas competições.

No outro jogo do grupo, a França ganhou da Croácia, por 4 a 2, curiosamente repetindo o placar da última final de Copa do Mundo, dois anos atrás. Portugal e França chegam a seis pontos no grupo 3 da Liga das Nações. A outra seleção com duas vitórias em dois jogos é a Bélgica.

Me parecem as três seleções mais fortes e prontas do mundo no momento. Franceses e belgas já mostraram isso na última Copa, enquanto Portugal é o campeão europeu e tem Cristiano Ronaldo.

Mais do que isso: Portugal tem uma seleção jovem, com a mescla ideal. Juventude, arrojo, bons laterais (raridade), atletas com experiência em jogos grandes e uma velha guarda vencedora (Cristiano, Pepe, Moutinho). O técnico, Fernando Santos, que antes de se consagrar na Euro era tido como retranqueiro, hoje escala o time com CR7, João Félix, Bernardo Silva, Bruno Fernandes… É uma seleção com confiança.

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