Julio Gomes é jornalista esportivo desde que nasceu. Mas ganha para isso desde 1998, quando começou a carreira no UOL, onde foi editor de Esporte e trabalhou até 2003. Viveu por mais de 5 anos na Europa – a maior parte do tempo em Madrid, mas também em Londres, Paris e Lisboa. Neste período, estudou, foi correspondente da TV e Rádio Bandeirantes e comentarista do Canal+ espanhol, entre outras publicações europeias. Após a volta para a terrinha natal, foi editor-chefe de mídias digitais e comentarista da ESPN e também editor-chefe da BBC Brasil. Já cobriu cinco Copas do Mundo e, desde 2013, está de volta à primeira das casas.

É o confronto entre a campeã do mundo e a campeã da Europa. França e Portugal, duas das seleções mais fortes do planeta, se enfrentam neste domingo pela Liga das Nações da Europa. As duas têm seis pontos no Grupo 3, e os dois confrontos diretos definirão quem passa para a próxima fase. O primeiro está marcado para as 15h45 deste domingo.

Curiosamente, uma das razões pelas quais França e Portugal são tão fortes é que alguns dos principais jogadores têm, nas seleções, uma liberdade de movimentos maior que têm em seus clubes.

O caso mais emblemático é do Griezmann, que nunca se acertou depois de deixar o Atlético de Madrid para defender o Barcelona. Com Messi na ativa, Griezmann acaba jogando fora de posição no clube catalão e isso se reflete no rendimento. Mas, na França, tudo é diferente. Vestindo a camisa da seleção, talvez ele se encontre e volte a produzir em alto nível.

Já Portugal tem Cristiano Ronaldo, que não está mais em comunhão total com a Juventus e se sente bem mesmo é com a camiseta “encarnada” de Portugal. Ao contrário de Griezmann, CR7 tem produzido em alto nível no clube, mas é na seleção que ele assume o papel de líder absoluto do vestiário, o jogador que pode fazer o que quiser, jogar onde se sentir melhor, carregar e inspirar os mais jovens.

O jovem João Félix, que vira e mexe é deixado no banco do Atlético por Simeone, é outro que tem, na seleção portuguesa, muito mais liberdade para mostrar seu futebol – seja em jogos ou treinos. É mais um da lista de jogadores que respiram aliviados quando chega a data Fifa.

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