A primeira-dama Michelle Bolsonaro foi contaminada pelo novo coronavírus, informou hoje a Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência). O teste realizado por ela apresentou resultado positivo menos de uma semana depois de o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciar que estava curado da doença.

“Michelle Bolsonaro testou positivo para covid-19 nesta quinta-feira, 30. Ela apresenta bom estado de saúde e seguirá todos os protocolos estabelecidos. A primeira-dama está sendo acompanhada pela equipe médica da Presidência da República”, informou a Secom, em nota.

Este não é o primeiro teste realizado por Michelle. Em 11 de julho, ela havia feito o exame, e o resultado foi negativo. As duas filhas (Laura e Letícia) também estavam livres da doença, na ocasião.

Além do marido, cujo diagnóstico positivo para covid ocorreu em 7 de julho, Michelle teve outra pessoa da família infectada: a avó, Maria Aparecida Firmo Ferreira, está internada desde 1º de julho em estado grave no HRSM (Hospital Regional de Santa Maria), no Distrito Federal.

No alto escalão do governo, cinco ministros já apresentaram resultado positivo. Ontem, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcos Pontes, confirmou que está com coronavírus.

Em março, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e o titular do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Augusto Heleno, tiveram diagnósticos positivos e se recuperaram da doença após cumprirem isolamento social. No início da semana passada, o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, também informou que estava contaminado.

Já o ministro da Educação, Milton Ribeiro, anunciou há dez dias que estava infectado. Ele chegou a ficar internado por dois dias antes de receber alta na última segunda-feira (27).

O Brasil tem 2.556.207 casos oficiais de coronavírus, segundo levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte, divulgado às 8h de hoje. O número de mortos no país é de 90.212.

Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro (sem partido) de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa e assim buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes recentes de autoridades e do próprio presidente colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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