A morte do ex-ministro, coordenador de campanha de Jair Bolsonaro e advogado, Gustavo Bebianno, supostamente infartado, enquanto estava com filho, em uma casa na sua propriedade rural em Teresópolis neste sábado (14), pode ser parte de um técnica denunciada 1975, que era utilizada pela Central Intelligence Agency (CIA), “técnica utilizada era da simulação de ataque cardíaco”, conforme o New York Times reportou também em um “14”, mas de novembro daquele ano. 

Bibiano foi o pivô da crise no governo de Jair Bolsonaro, o primeiro a ser dispensado da ala do governo e chegou a anunciar que tinha materiais em vídeo que causaria terromoto político no Brasil, nas mãos de investigadores fora do país, caso algo acontecesse com ele. 

Mas, alguns pontos, como a morte de Adriano da Nóbrega executado no interior da Bahia, em operação sem explicação adequada aqté o momento, também testemunha central; assim como Bebianno, capazes de produzir um terremoto político no país, em função das informações que detinham.

Em sua publicação, em 1975m o New York Times revelou que a CIA, teria feito assassinatos dentro dos Estados Unidos, utilizando a técnica de simulação de ataque cardíaco.

Na época, as investigações foram conduzidas por um Comitê de Inteligência do Senado, apurando um assassinato ocorrido em Nova Orlens no final dos anos 50, ou início dos anos 60.

Pela descrição da vítima, tratava-se de alguém que havia trabalhado na agência em Washington e Las Vegas. O funcionário morreu em um hotel local, onde ele e a família estavam hospedados.

A CIA tentou qualifica-lo apenas como um “oficial de suprimentos”. Mas a comissão apurou que ele havia participado da invasão da Normandia e chefiado operações de combate realizadas pela CIA em Taiwan.

O relatório do Senado juntou 400 páginas com evidências de tentativas da CIA em atentar contra a vida de lideranças estrangeiras, principalmente Fidel Castro. O caso McNamara foi o primeiro que revelaria “como a agência lida com pessoas que tentam chantageá-la”.

Foi convocado o então diretor da CIA, William Colby que, pressionado, acabou trazendo uma das últimas armas desenvolvidas: uma pistola desenvolvida especificamente para assassinar seres humanos de forma silenciosa.

Depois de aposentado, Colby escreveu um livro sobre a CIA, revelando seus segredos mais sombrios. Colby era de formação católica e achava que a CIA só iria se salvar se confessasse todos seus pecados, conforme seu necrológio.

A morte dele dividiu a própria família. Em 2011, um de seus filhos, Carl Colby, produziu um documentário: “O homem que ninguém sabia”, mostrando o pai cheio de culpa por suas ações na guerra do Vietnã e cuja vida acabou quando deixou a CIA em 1975. Sugeria que teria se suicidado. O laudo policial não permitia ir nessa direção. O filho mais velho, Jonhathan Colby discordou do irmão.

É possível que tenha sido vítima de um AVC ou um ataque cardíaco e tenha se afogado. Para nosso caso interessa saber que, desde 1974, já se sabia de armas que permitiam assassinar pessoas e simular ataques cardíacos. É evidente que essa tecnologia não ficou, desde aquela época, restrita à CIA.

Conforme vimos mostrando em várias reportagens, Bolsonaro é apoiado pelo que existe de mais barra-pesada na indústria da contravenção internacional e nas organizações criminosas internas.

É cedo para avançar em qualquer observação tênue. E há circunstâncias que reforçam a ideia de morte natural. Em todo caso, a morte de Bebianno é um capítulo a mais na tenebrosa história do país rumo à era do crime institucionalizado.

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