"Eu tinha 14 anos quando vi o filme 'Show Bar' e queria ter um lugar como aquele. Hoje, eu tenho 33 anos e ainda tinha esse sonho guardado. Na adolescência, me descobri lésbica e tenho muitas amigas lésbicas que sempre reclamavam que não havia um lugar para a gente", conta.

Ela diz que o momento político do país a fez colocar o antigo sonho em prática. De acordo com relatório do Grupo Gay da Bahia divulgado no ano passado, um LGBT é morto a cada 23 horas — um aumento de 14% em relação a 2018.

"Ano passado, a gente vivendo esse retrocesso todo no país, eu resolvi que era o momento de abrir esse bar. Coloquei um anúncio em uma rede social pessoal chamando mulheres lésbicas, bis e transexuais e tive uma procura muito grande", conta.

"O que eu quero é que as mulheres saibam que elas têm um lugar seguro. Sejam lésbicas, transexuais, bissexuais. Um lugar em que elas podem ir com a roupa que quiserem, amarem quem quiserem e se divertirem sem se preocupar: amor diversão e segurança", diz.

Comentários