O Banco Central lançou oficialmente a nova cédula de R$ 200, que já começa a circular hoje mesmo no país, de acordo com a instituição. A nova cédula é do mesmo tamanho que a de R$ 20 e tem como cores predominantes o cinza e o marrom.

Segundo a diretora de Administração do BC, Carolina de Assis Barros, as notas já estão disponíveis em todas as capitais em que o órgão possui uma unidade regional. Além de Brasília, as unidades regionais de Belém, Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de janeiro, Salvador e São Paulo receberam as cédulas. As notas foram enviadas de avião.

Esta é a sétima cédula da família de notas do real, que já tem notas de R$ 2, R$ 5, R$ 10, R$ 20, R$ 50 e R$ 100. As notas de R$ 1 não são mais produzidas.

A diretora do BC declarou que a pandemia do coronavírus exigiu um maior número de cédulas em circulação no país. Sem uma nota de R$ 200, haveria o risco de falta de papel-moeda, disse.

Segundo ela, as projeções do BC mostraram a necessidade de um adicional de R$ 105,9 bilhões que precisaria ser gerado em um intervalo de cinco meses, para fazer frente à demanda. O número veio como um adicional à encomenda de novas cédulas e moedas já previstas para o ano, da ordem de R$ 64 bilhões.

“Diversos cenários de estresse foram modelados pela equipe econômica do BC e ficou claro que, se nenhuma medida incisiva fosse tomada, poderíamos sim ter falta de numerário”, afirmou ela.

O BC gastará R$ 113,8 milhões a mais do que o previsto no Orçamento anual para a produção das novas notas e para a impressão de mais 170 milhões de cédulas de R$ 100.

A produção da nota já era planejada antes, mas foi acelerada pela pandemia do coronavírus, que aumentou o entesouramento, ou seja, diminuiu a circulação de dinheiro em espécie na economia, segundo o BC.

A nova cédula tem o mesmo tamanho da nota de 20 reais da Segunda Família, e suas cores predominantes são cinza e sépia. Ela possui elementos de segurança que também estão em outras denominações e já são conhecidos pela população, como o número que muda de cor e a marca-d’água. pic.twitter.com/HzQYKEW5XL

Logo após o anúncio de que o BC lançaria a nova nota, entidades anticorrupção criticaram a medida que, segundo elas, facilita a circulação, ocultação e lavagem de dinheiro proveniente do crime.

Em manifestação enviada ao STF na quinta-feira (27), o BC argumentou que a suspensão acarretaria um “sério prejuízo”, pois a Casa da Moeda já havia entregado à entidade 7,2 milhões de cédulas de R$ 200 e a previsão é de que esse número chegue a 20 milhões.

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