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A malária, doença com a qual a atriz Camila Pitanga e sua filha foram diagnosticadas, é causada por quatro protozoários do gênero Plasmodium (no Brasil, os mais comuns são o P. vivax e o P. falciparum). Entre os sintomas, ela pode causar febre alta, calafrios, tremores, dor de cabeça, náuseas… Em situações mais graves, às vezes evolui para hemorragias, convulsões e mesmo morte. Mas há bons tratamentos contra essa encrenca.

Em 2014, foram registrados no país 143 mil episódios. Em 2018, o número saltou para quase 195 mil, de acordo com o Ministério da Saúde. Mais de 99% das ocorrências estão concentradas na região amazônica. A seguir, saiba mais sobre o problema.

A transmissão acontece quando uma pessoa é picada por um mosquito do gênero Anopheles (o popular mosquito-prego) contaminado. Também é possível pegar a doença por meio do contato direto com o sangue de um indivíduo que carrega o protozoário. Embora isso seja menos comum, pode ocorrer com o compartilhamento de seringas entre usuários de drogas, por exemplo.

Depois que invade o corpo, o parasita chega até o fígado, onde começa a se multiplicar. Daí em diante, ele invade a circulação sanguínea e ataca os glóbulos vermelhos.

Essa enfermidade é considerada endêmica nos estados da Amazônia Legal (Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima). Regiões específicas de Maranhão, Tocantins e Mato Grosso também entram na lista.

Em seu perfil oficial no Instagram, Camila Pitanga disse que estava isolada em uma região de Mata Atlântica do litoral norte de São Paulo quando foi infectada. E realmente há casos de transmissão de malária nessa área, apesar de isso ser menos comum.

Entre o momento da infecção e o início de sintomas, podem se passar de oito a 30 dias — ou até mais, dependendo do Plasmodium causador da malária, do sistema imunológico do paciente e por aí vai.

Sem um tratamento precoce, o risco de agravamento da infecção aumenta consideravelmente. Com a destruição das hemácias, surgem anemia, insuficiência renal, hemorragias, convulsões etc. Vários órgãos do corpo podem ser comprometidos nesse cenário. Daí a importância de, ao apresentar sintomas suspeitos, conversar com um médico.

Embora existam pesquisas em andamento, não há uma vacina contra a malária. A prevenção consiste em medidas que impedem as picadas do mosquito-prego.

Especialmente em regiões endêmicas, vale ter cautela ao frequentar criadouros naturais de mosquitos, como beiras de rio e áreas alagadas. Tenha atenção redobrada do fim da tarde até o amanhecer, quando esse inseto circula em maior número. Usar roupas compridas ajuda bastante, assim como aplicar repelentes. Instalação de telas anti-insetos e mosquiteiros são outras opções.

Há diferentes remédios anti-maláricos. O subtipo do parasita, a severidade do quadro e características do próprio paciente (como idade e peso) influenciam na decisão do médico. Os comprimidos são oferecidos gratuitamente no SUS — Camila Pitanga afirmou que foi tratada na rede pública.

Com diagnóstico precoce e adesão adequada ao tratamento, as chances de cura são grandes. Atenção: suspender a medicação só porque os sintomas desapareceram é um grande perigo. Siga à risca as recomendações do doutor.

Pessoas que já contraíram malária algumas vezes podem desenvolver uma imunidade parcial. Ou seja, o organismo lidaria melhor com uma futura infecção, minimizando a probabilidade de sintomas mais graves. Entretanto, não há evidências de proteção completa.

Fora que uma pessoa, mesmo sem manifestar sinais claros, pode contribuir para a disseminação da doença. Para isso, basta que um mosquito Anopheles a pique e, então, repasse o protozoário para outro indivíduo.

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