O Palmeiras decide a Copa do Brasil contra o Grêmio no Allianz Parque. Mas antes vai na Neo Química Arena enfrentar o Corinthians pelo Paulista que já começou na temporada atropelada para compensar no calendário os quase quatro meses parados por conta da pandemia.

Só isso já seria um absurdo, pela importância da final de domingo. Mesmo considerando as mudanças forçadas por conta da participação do Palmeiras no Mundial, a Federação Paulista deveria ser a primeira interessada em ver seu representante forte na disputa de um título nacional. Mas insiste em manter o dérbi na data prevista, apesar do pedido alviverde. “Poucas datas, meu campeonato primeiro”.

Agora, com o surto de Covid-19 no Corinthians, com 19 casos no CT Joaquim Grava (oito jogadores, onze funcionários), a manutenção do jogo é um absurdo completo. Principalmente porque o Brasil já convive com a nova cepa do vírus, muito mais contagiosa. Uma falha mínima de protocolo, que provavelmente já precisa ser revisto pelas novas características da pandemia, e teremos o elenco e os funcionários do clube mandante expostos a um risco ainda maior de contaminação.

E o Palmeiras pode ter seu time simplesmente esfacelado para domingo. Mesmo que por contágio de um reserva escalado para o titular preservado. Com a chance de fechar uma temporada histórica. Por causa de um clássico irrelevante na primeira fase do estadual. Uma irresponsabilidade completa.

Este que escreve foi contra a realização de Palmeiras x Flamengo em setembro e voltou ao assunto em novembro. Segue criticando a indiferença com a vida que parece regra no país. Não há razão para revanchismo clubista/bairrista contra o Alviverde porque este exigiu a realização da partida contra os rubro-negros há quase seis meses. E aceitou enfrentar o Goiás na Serrinha com os mesmos 19 casos do Corinthians agora.

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Foi um erro grosseiro e continua sendo. Ainda mais com a nova onda forte da pandemia, com o país registrando ontem, terça-feira, o recorde de 1726 óbitos em 24 horas.

Ainda dá tempo das autoridades demonstrarem um mínimo de bom senso, artigo em falta no Brasil e no futebol, e o jogo ser adiado. Porque nada disso faz sentido.

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