Enquanto o mundo segura a respiração para saber quem será o próximo presidente dos Estados Unidos, várias medidas pelas quais os cidadãos daquele país também votaram foram aprovadas nas urnas.

Nas eleições de 2020, os americanos não apenas elegeram presidente, senadores e representantes da Câmara, mas a nível estadual votaram em uma série de iniciativas que envolvem mudanças críticas em suas respectivas legislações.

Medidas como legalização ou descriminalização das drogas, questões salariais, direitos trabalhistas, acesso ao aborto, entre outras, foram decididas nas urnas, cuja aprovação em diferentes Estados ficou ofuscada pela indefinição sobre o resultado da eleição presidencial.

O Estado de Oregon, no noroeste dos Estados Unidos, se tornou o primeiro a descriminalizar quantidades pessoais de drogas viciantes “pesadas”, incluindo heroína e cocaína.

Isso significa que as pessoas que estiverem em posse de pequenas doses dessas drogas terão a opção de pagar uma multa de US$ 100 ou fazer um exame de saúde em um centro de tratamento de dependentes químicos.

Empresas de transporte baseadas em aplicativos, como Uber e Lyft, não terão que cobrir benefícios básicos ou sociais para seus motoristas contratados independentemente.

Aprovada, a proposta 22 isenta-os do pagamento de plano de saúde, salário mínimo, horas extras ou reembolso de despesas acumuladas, apesar da oposição de diversos grupos de motoristas.

Algumas das empresas de tecnologia mais poderosas do Vale do Silício gastaram mais de US$ 200 milhões em favor da medida, naquela que foi a campanha mais cara da história da Califórnia.

O programa contempla 12 semanas de salário — 16 semanas em alguns casos — para pessoas que precisem se afastar do trabalho por maternidade ou paternidade, para cuidar de um familiar doente ou ente querido, ou para se recuperar de algum desconforto.

Mas 60% dos cidadãos rejeitaram a proposta e o Estado continua a ser um dos sete que não estabelece limites de gestação para a interrupção de uma gravidez.

A emenda ganharia importância caso a Suprema Corte — que hoje conta com maioria conservadora — anule futuramente a decisão histórica conhecida como Roe v. Wade que dá às mulheres liberdade para escolher o aborto sem restrições excessivas do governo.

O texto da emenda aprovada em Louisiana diz: “Para a proteção da vida humana, nada nesta Constituição deve ser interpretado como garantia ou proteção do direito ao aborto.”

Outros que chamam a atenção incluem a aprovação de apostas esportivas em Maryland, Dakota do Sul e Louisiana; no Mississippi, um novo desenho de bandeira foi aprovado para substituir a bandeira dos Estados confederados, associada aos dias da escravidão.

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