Rafinha Bastos postou um longo vídeo no seu canal do YouTube, comentando a acusação de pedofilia contra o ex-colega de trabalho PC Siqueira. Os dois faziam parte do canal “Ilha de Barbados”, ao lado de Cauê Moura.

“Eu queria vomitar tudo naquele momento [em que fiquei sabendo da acusação]”, confessou Rafinha. “Eu acho que é normal esse sentimento. Por mais que eu não tenha ligação com o que aconteceu, o cara é meu colega, temos um canal juntos, fizemos uma série de projetos juntos”.

O apresentador criticou aqueles que o questionaram sobre sua convivência com PC. “Eu quero que vocês saibam, de cara, que nenhum pedófilo, nenhum doente, comenta essas coisas no almoço. Todos aqueles que acusam: ‘Como é que você não sabia? Vocês estavam juntos há tanto tempo’. Isso é de uma canalhice tremenda. Ninguém tinha nenhuma noção disso”, disse.

“É duro ter o teu nome ligado a uma história como essa. ‘Ah, mas Rafinha, você já fez piada [com pedofilia]’. Fiz, há dez anos. Piada. Eu não estou aqui só para me tirar dessa história, mas acho importante que vocês saibam disso. Eu sou pai, e estou p´*to com essa história. Estou sofrendo, não estou conseguindo produzir conteúdo nenhum. E obviamente estou muito preocupado com a criança que está envolvida nessa história”, continuou.

“Teve gente resgatando piada minha de dez anos atrás para me ligar ao que está acontecendo”, contou. “Lá atrás eu estava enchendo o saco, estava provocando. Sentia que era minha função como comediante empurrar essa linha, esse limite da calhordice da comédia para frente. Falei coisas que, obviamente, não falaria hoje, mas está falado. Não vou apagar tuíte antigo, faz parte da minha história”.

O humorista se referia a uma piada que fez em 2011, enquanto apresentava o “CQC”. Na ocasião, comentando sobre a gravidez da cantora Wanessa Camargo, ele disse que “comeria ela e o bebê”. Wanessa e o marido, Marcus Buaiz, processaram Rafinha, que foi condenado a pagar R$ 150 mil para a família da cantora.

Rafinha ainda disse que está “tentando não cometer injustiças”, e frisou que ninguém sabe “a extensão da realidade dessa história”. “Segurei um pouco para me expressar, para desenvolver o texto. Escrevi 15 textos. Todos mandei para os amigos próximos, e eles falaram: ‘Você vai empurrar o cara da janela desse jeito, segura um pouco, você não sabe direito'”, comentou.

“Vocês sabem que esse é um cara que já manifestou diversas vezes instintos suicidas. Já confessou para mim em entrevista que já pensou em se matar, que já tentou. É um cara que flerta com o suicídio há muito tempo. Eu não quero que ele se mate, obviamente. Apesar de toda a raiva que eu estou nesse momento, não quero que o sujeito morra, quero que pague pelos crimes”, disse.

Rafinha comentou, no final do vídeo, que PC Siqueira pode ligar para ele se quiser: “Se ele estiver se matando de madrugada, o meu telefone está ligado. Eu não quero que ele morra, pelos motivos que eu já expliquei. Mas esto com raiva. P*to, frustrado, querendo que isso se defina”.

O apresentador disse que recebeu uma variedade de mensagens de fãs e amigos nos últimos dias. Alguns demonstraram preocupação com o futuro do canal que ele tinha com PC, outros pediram que ele ficasse ao lado do colega e o defendesse das acusações.

“Eu confesso que estou mais do lado do pessoal que quer que [ele] se f*da muito. Que seja punido, que se descubra tudo”, comentou. “Mas, se o seu influenciador predileto ainda não se colocou, entenda o lado dele. Ninguém quer ser o último empurrão para um cara que pode se matar”.

Rafinha ainda diferenciou o caso de polêmicas na política que ele costuma comentar em seus programas e canais. “Calma aí, cara, é diferente, não tem criança sendo abusada. É o pior dos crimes. E ninguém vai se matar se eu apontar o dedo, se eu sacanear fulano. Vamos colocar o tamanho das coisas, nos seus devidos lugares”, disse.

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