Santos e Grêmio fazem amanhã (16) partida decisiva pela Copa Libertadores na Vila Belmiro, que vale vaga nas semifinais. Em 2007, no mesmo estádio, os dois clubes travaram duelo que valia a classificação à decisão do torneio contra o Boca Juniors de Riquelme e Palermo. O time gaúcho levou a melhor no gol qualificado com direito a ‘avalanche’ e branco de jogador sobre a situação do confronto.

Há 13 anos, o Grêmio chegou à Vila com a vantagem de ter vencido por 2 a 0 em Porto Alegre. Agora, visita o Santos depois de empatar em 1 a 1 em casa. Em 2007, o Santos venceu o Grêmio por 3 a 1 na segunda partida e ficou fora no saldo de gols qualificado.

Renatinho duas vezes e Zé Roberto viraram o placar, que foi aberto por Diego Souza ainda no primeiro tempo.

“Fizemos um jogo muito bom no Olímpico, bem pensado e executado. Foi uma grande atuação mesmo. Abrimos o placar fora de casa, mas depois veio aquela avalanche na Vila”, relembra Diego Gavilán, ex-volante do Grêmio e atual treinador do Deportivo Capiata-PAR. “Foi uma fumaça enorme aquele jogo”, completa.

O Santos de Vanderlei Luxemburgo atuou com: Fábio Costa; Alessandro, Adailton, Domingos e Kleber; Rodrigo Souto, Cléber Santana, Pedrinho e Zé Roberto; Marcos Aurélio e Renatinho. Entraram no decorrer da partida Moraes, Rodrigo Tabata e Jonas.

O Grêmio de Mano Menezes jogou na Vila Belmiro com: Saja; Patrício, Teco, William e Lúcio; Sandro Goiano, Gavilán, Tcheco e Diego Souza; Carlos Eduardo e Douglas. Lucas, Edmílson e Ramon também foram a campo no decorrer do confronto.

“Quando o Zé Roberto fez o terceiro gol, eu fiquei confuso com o gol qualificado e virei para o William [zagueiro]. Perguntei como a gente estava e ele me lembrou que se eles fizessem mais um, a gente ia ser eliminado. Eu saí ajudando a gritar que a gente tinha que segurar de qualquer jeito e deu certo”, revela Gavilán ao UOL Esporte. “Só tinha o Douglas de atacante, e ele tinha que prender a bola lá no ataque. Até hoje eu brinco com o Mano que era o Luxemburgo botando atacante de um lado e ele enfiando volante do outro”, emenda o paraguaio em tom de brincadeira.

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Zé Roberto fez o 3 a 1 aos 31 minutos do segundo tempo. O apito final veio aos 49, ou seja: foram quase 20 minutos de pressão do Santos e resistência do Grêmio.

“Nós perdemos a classificação lá no Olímpico”, resumiu Luxemburgo depois do jogo. “Sabíamos que íamos tomar um sufoco e faltou um pouquinho de competência para nós matarmos o jogo. Tivemos três oportunidades para tocar a bola e preferimos finalizar”, ponderou Mano Menezes à época.

Arbitragem gerou bate-boca em rádio

Depois do jogo na Vila Belmiro, Fábio Costa e Paulo Odone — goleiro do Santos e presidente do Grêmio, respectivamente —, protagonizaram bate-boca nos microfones da Rádio Bandeirantes. O então camisa 1 do Peixe reclamou de lance envolvendo Sandro Goiano e Renatinho, onde o volante gremista acertou o atacante santista.

“Você está chorando porque perdeu. Se não, estava festejando. Parabéns pela sua atuação, mas continua chorando porque perdeu”, disse Odone. “Não, não. Não estou chorando, não”, retrucou o goleiro. “Jogamos com mais alma, soubemos segurar quando faltou futebol. Tivemos dedicação”, emendou o dirigente gremista. “Ainda bem que você sabe que faltou futebol. Ainda bem que você sabe. A gente vai se ver no Brasileiro, tá bom? Tchau”, encerrou Fábio Costa. “O meu time tem mais alma que esse seu, não adianta”, falou, na sequência, o mandatário gremista.

O Santos também reclamou de pênalti marcado no jogo de ida, em Porto Alegre. A penalidade foi convertida por Tcheco e ajudou a abrir a vantagem do Grêmio no duelo.

Na final, o Grêmio perdeu os dois jogos para o Boca — 3 a 0,na Bombonera e 2 a 0 em Porto Alegre. Mano Menezes deixou o clube no final daquele ano para assumir o Corinthians, e Luxemburgo chegou ao estádio Olímpico em 2012.

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