A decisão foi tomada em reunião da diretoria da agência com representantes dos planos de saúde e entidades do setor. Ainda falta detalhar a cobertura mínima obrigatória e o prazo para a adequação. O tratamento dos doentes do novo coronavírus, segundo a ANS, já está assegurado. O preço do teste em laboratórios particulares varia de R$ 150 até R$ 2 mil.

“No momento em que isso estiver contemplado, ninguém que tenha plano de saúde poderá ser cobrado para a realização do exame. Isso está resolvido. Até o momento, não é irregular que haja a cobrança”, afirmou o secretário-executivo do Ministério da Saúde João Gabbardo dos Reis.

O Ministério da Saúde reforçou os cuidados que devem ser adotados pela população. A preocupação maior é com os idosos. “Alguém doente não deve visitar seu familiar idoso, com 70, 80, 90 anos de idade. Conversa pelo telefone, conversa pela internet, mas não faça visita física. Essas são as recomendações que nós estamos dando: evitar aglomerações. Quem está doente evita a possibilidade da exposição a outras pessoas”, disse Gabbardo.

Em Brasília, a mulher de 52 anos que está internada em isolamento na UTI de um hospital público teve piora do quadro respiratório. Além da Covid-19, ela tem algumas doenças pré-existentes. O marido dela aguarda em isolamento domiciliar o resultado dos testes para a doença.

Questionado sobre esse caso, o secretário-executivo João Gabbardo dos Reis informou que o governo vai incluir nas regras sobre isolamento e quarentena, a obrigatoriedade do teste para todas as pessoas suspeitas da doença que se recusarem a fazer os exames.

“O direito individual não pode se sobrepor ao direito coletivo. Nessa situação, o paciente que não quiser fazer o exame, até poderia ter, individualmente, não ter interesse em saber se ele tem a doença ou não. O problema é que, se ele tem a doença e ele pode contaminar outras pessoas, o serviço, o sistema de saúde pública precisa saber que ele tem esse vírus e que ele é um transmissor”, afirmou Gabbardo.

O Ministério da Educação também está orientando os bolsistas que alterem ou evitem viagens internacionais para países com transmissão comunitária, quando não dá para saber de onde veio a contaminação.

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