RIO — Das nove décadas de história do Oscar, seis foram compartilhadas com o público diante da telinha: desde 1953, a entrega dos prêmios da Academia são transmitidos ao vivo pela TV americana (antes disso, era possível acompanhar os resultados pelo rádio). Desde então, o interesse pelas estrelas de Hollywood se tornou global: atualmente, segundo a própria Academia, o Oscar é transmitido ao vivo em impressionantes 225 países e territórios. A forma de acompanhar a festa também vem mudando: no Brasil, este ano a Globo faz a transmissão ao vivo na TV aberta após o jogo Brasil x Argentina pelo Pré-Olímpico dos Jogos de Tóquio 2020. Mas, quem quiser acompanhar a cerimônia desde cedo, com a chegada das estrelas no tapete vermelho, pode conferir o evento a partir das 20h no Globoplay e no G1.

— Quem vai analisar as obras são a Dira e o Xexéo. Meu trabalho é de pesquisa jornalística: vou colher o maior numero de informações sobre cada um dos indicados. Sempre me faço a seguinte pergunta: o que eu posso falar para aproximar essa festa americana, com muitos filmes que não chegaram aqui ainda, do nosso telespectador?

Um fator que ajuda nessa aproximação este ano é o fato da Academia ter dispensado o uso de comediantes, que costumam fazer piadas muito restritas ao contexto americano, como mestres de cerimônia. Outro ponto, lembra Dira Paes, é a forte presença de brasileiros nesta edição. Embora tenha ficado de fora do prêmio de melhor filme internacional, o Brasil está representado na categoria de documentário, com “Democracia em vertigem”, e também com “Dois papas”, uma produção global dirigida por Fernando Meirelles, que concorre nas categorias de melhor ator, ator coadjuvante e melhor roteiro adaptado.

— Ter um filme brasileiro na disputa é um grande diferencial. Para além de qualquer polarização, deveríamos estar comemorando, e não polemizando. Isso e a presença de “Dois papas” provam que nós também fazemos parte desse cinema mundial — avalia Maria.

Outra sinalização para um Oscar mais global e menos americano, à semelhança de sua audiência, são as seis indicações do sul-coreano “Parasita”. Xexéo é cético de que o filme de Bong Joon-ho possa levar o prêmio principal, diante da esnobada que a Academia deu em 2019 no mexicano “Roma” em prol do conservador “Green book”.

— Não vou apostar numa renovação até que eles provem isso com uma escolha. No ano passado, achei que a Academia já estava renovada o suficiente para “Roma” ganhar como melhor filme, mas não aconteceu — analisa o jornalista, que estreou no último sábado o “Cine Xexéo”, quadro semanal sobre cinema no “Jornal das Dez” da GloboNews.

No E!, o esquenta começa às 18h10 com a antessala com previsões do Oscar e da moda. Às 19h, começa a transmissão ao vivo do tapete vermelho, seguida às 21h30 do painel de discussão sobre os looks das estrelas.

— O tapete é uma grande loteria. Tudo depende muito da nossa localização e também do humor e da vontade dos atores e assessores. Mas a gente usa o carisma brasileiro, e muita gente quer falar com o Brasil — revela Hugo.

A partir das 22h, com o início da cerimônia, Aline Diniz e Michel Arouca assumem os comentários no TNT, enquanto Regina McCarthy e Robert Greathouse fazem a tradução simultânea. O canal ainda convocou influenciadores para fazer comentários em tempo real nas redes sociais do canal, a partir das 20h.

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