É comum ver a cantora americana de 40 anos pendurada por aí ou cantando com uma intensidade até um pouco aterrorizante. Às vezes, as duas coisas ao mesmo tempo.

O show ainda teve um pedido de casamento de um fã para o namorado na grade, feito com a bênção da cantora. “Crescer como um garoto gay em uma cidade pequena não foi fácil. Eu me sentia como um esquisito, e a sua música fez eu me conectar com outras pessoas”, disse o fã.

“E eu conheci o Gabriel. E nos tornamos amigos, então nos tornamos melhores amigos, e então namorados. E hoje, dez anos depois, eu acho que é hora de tomar o próximo passo. Eu te amo tanto. Mesmo que essa mulher tenha feito pelo menos 30 músicas nos avisando sobre casamento, eu ainda quero tentar se for com você. Quer casar comigo?”

Pelo menos um terço das letras é resumido por “sou dona da minha vida, não venha me encher ou tentar me ferrar”. E a trilha para essa pose de rebelde de bom coração quase sempre vem com um pop sueco de riffs de guitarra ou piano, bem na escola do produtor Max Martin.

O show impressionou os fãs mais pelos recursos visuais do que pelo repertório. Pink costuma seguir a mesma estrutura de setlist, com foco em seus dois álbuns mais recentes, os pouco inspirados “Beautiful Trauma” e “Hurts 2B Human”.

Mas levando em conta que ela era atração principal, é inevitável constatar: Anitta, Black Eyed Peas e Anitta com Black Eyed Peas tiveram recepção bem mais empolgada.

As baladas “Try” e “Just give me a reason”, em performances teatrais, são duas das mais cantadas da noite. Na segunda, vários casais gays se beijaram na plateia.

O show no Rio foi o penúltimo da “Beautiful Trauma Tour”, antes da despedida em Austin, nos EUA. A turnê rendeu US$ 397,3 milhões. Pink está na décima posição na lista de turnês com maiores bilheterias da história do ranking.