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PlayStation 2 completa 20 anos; conheça curiosidades do console 'queridinho dos brasileiros'

Parece que foi ontem, mas nesta quarta-feira (4) o PlayStation 2 está completando 20 anos! O console chegou ao Japão em 4 de março de 2000, com uma missão difícil: repetir o sucesso estrondoso de seu antecessor.

Missão que ele não só completou como superou com facilidade: ao longo de 13 anos no mercado, o PS2 se tornou o console mais vendido na história, com 155 milhões de unidades. Recorde que, entretanto, deve ser superado em breve por seu descendente, o PlayStation 4.

Vários motivos explicam seu sucesso. Um deles foi uma jogada de mestre da Sony: a capacidade de tocar DVDs, sem a necessidade de nenhum acessório extra. Em uma época em que o mercado de DVDs estava em sua infância, o console era o player mais barato no mercado (US$ 299 nos EUA, no lançamento), e “de brinde” você ainda levava para casa um console de última geração. Quem poderia resistir?

Além disso, o console contou com o apoio irrestrito de todas as principais desenvolvedoras de jogos na época, o que deu origem a um catálogo de mais de 4.500 jogos nos mais diversos gêneros. Foi nele que nasceram franquias que fazem sucesso até hoje, como God of War. E também foi nele que franquias já existentes como Grand Theft Auto (com Grand Theft Auto III), Metal Gear Solid (com Metal Gear Solid 2) e Gran Turismo (com Gran Turismo 3: A-Spec) e fortaleceram.

Isso sem contar o “detalhe” de que o PlayStation 2 era compatível com todos os jogos do PlayStation original, sem necessidade de acessórios ou restrições. Bastava colocar o disco e jogar. Algo essencial para convencer os fãs que já tinham investido no primeiro console da Sony a migrar para a nova plataforma.

Não é de se espantar que concorrentes, como o Sega Dreamcast, não tenham conseguido resistir. Menos de 1 ano depois do lançamento do PS2 a Sega descontinuou seu console e saiu definitivamente do mercado de hardware, passando a produzir jogos para máquinas de concorrentes como o Gamecube (Nintendo), Xbox (Microsoft) e, claro, o PlayStation 2. Concorrentes, aliás, que tiveram pouco sucesso quando comparados à máquina da Sony: a Microsoft vendeu 24 milhões de unidades do Xbox, e a Nintendo 21,7 milhões de Gamecube.

Mas a Sony tinha ambições ainda maiores para o seu console. Com um “kit Linux” composto por um teclado, mouse, HD interno de 40 GB, adaptador de rede e cabo VGA, além de um DVD com software, o PlayStation 2 podia ser transformado em um computador Linux completo, rodando todo o software típico de um PC como editor de textos, navegador web, cliente de e-mail e até mesmo ambientes de programação. Uma curiosidade: o ambiente gráfico do Linux no PS2, o WindowMaker, foi originalmente desenvolvido para PCs por um brasileiro, o programador Alfredo Kojima.

Por um tempo, circularam boatos de que o governo do Iraque, liderado pelo ditador Saddam Hussein, estaria comprando grandes quantidades de PlayStation 2 com o kit Linux para dar um “upgrade” em seu sistema de mísseis, como forma de driblar restrições impostas pelo governo dos EUA à venda de computadores para o país. Até hoje não há evidências de que isso seja verdade, embora haja registros de universidades usando “clusters” de PlayStation 2 (e PlayStation 3) como supercomputadores.

E não podemos falar do PlayStation 2 sem mencionar o famosíssimo “Bomba Patch”, uma modificação do jogo Winning Eleven (da Konami, que deu origem ao Pro Evolution Soccer) que adicionava novos times, seleções, estádios e jogadores, e até mesmo trocava a narração pela de locutores conhecidos como Galvão Bueno, muito antes dos acordos comerciais que hoje são comuns em jogos modernos.

Por incrível que pareça, novas versões do Bomba Patch ainda são lançadas com regularidade, incluindo arte e modelos 3D convertidos de versões modernas do PES e jogadores e times atualizados. É a paixão dos fãs, mantendo um jogo e console vivos mesmo depois de serem abandonados por seus criadores. Essa é a marca de um verdadeiro clássico.

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