A Polícia Civil fechou uma fábrica clandestina de remédios para emagrecer em Cachoeira Alta, no sudoeste de Goiás, nesta quarta-feira (4). A corporação também prendeu nove suspeitos de fazer parte da produção e venda desses comprimidos, apreendeu milhares de cápsulas e veículos de luxo que estavam com os detidos.

Segundo as investigações, os criminosos vendiam os medicamentos por meio da internet, para todo o país. O delegado Carlos Roberto Batista, responsável pela investigação, informou que os comprimidos estavam se popularizando entre internautas nos últimos meses.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou, por meio de nota, que “não há nenhum fabricante de medicamentos com autorização de funcionamento da Anvisa no município de Cachoeira Alta” e nenhum no Brasil registrado com os nomes usados pelos investigados nas embalagens.

O órgão alertou ainda que esses produtos são clandestinos. “As pessoas não devem fazer uso de produtos clandestinos, pois não há nenhuma garantia sobre a sua composição, origem e segurança para a saúde dos consumidores”.

Veículos de luxo dos presos suspeitos de fabricar remédios clandestinos apreendidos pela Polícia Civil Cachoeira Alta Goiás — Foto: Reprodução/Polícia Civil

O delegado disse que os presos devem responder pelo crime de falsificação. “Já estamos com a investigação há algum tempo de uma fábrica clandestina de remédios para emagrecer. A fábrica não tinha registro na Anvisa, ou seja, eram totalmente sem controle do estado. Proibido pela legislação. É um crime grave com pena de 15 anos de prisão”, detalhou.

A operação envolveu mais de 40 policiais que cumpriram mandados de prisão e busca e apreensão em Cachoeira Alta, Paranaiguara e alguns endereços em Minas Gerais. Alguns foram detidos em casa outros na própria fábrica. Não foi divulgado se a fábrica clandestina tinha algum nome de fachada para disfarçar a real produção.

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