A produção espanhola “Klaus”, dos diretores Sergio Pablos e Carlos Martínez López, foi nomeada para o Óscar de Melhor Longa-metragem de Animação, contando com os portugueses Sérgio Martins e Edgar Martins na equipe.

“Klaus: A Origem do Pai Natal”, do espanhol Sergio Pablos, cocriador dos filmes “Gru – o Maldisposto”, apresenta, de acordo com a Netflix, “um estilo de animação único que combina técnicas tradicionais de desenho 2D com a tecnologia mais avançada”.

O filme, disponível naquela plataforma de ‘streaming’ desde 15 de novembro, foi realizado na íntegra nos SPA Studios, em Madrid, com uma equipa que junta pessoas de mais de 20 países, incluindo dois portugueses: Sérgio Martins, ‘Animation Supervisor’, e Edgar Martins, ‘Story Department Supervisor’.

Já o filme “Tio Tomás, A Contabilidade dos Dias”, da portuguesa Regina Pessoa, ficou de fora dos cinco nomeados aos Óscares na categoria de Melhor Curta-Metragem de Animação, do qual era um dos finalistas.

Multipremiada desde a estreia, a narrativa de “Tio Tomás, A Contabilidade Dos Dias” apresenta um homem, numa rotina do dia-a-dia do trabalho, e uma menina a quem ensina a desenhar na parede junto à lareira, com um pedaço de madeira queimada.

Logo a seguir, todos com dez nomeações, surgem 1917, de Sam Mendes, O Irlandês, de Martin Scorsese e “Era uma vez em… Hollywood”, de Quentin Tarantino com Leonardo diCaprio e Brad Pitt na corrida ao Óscar de melhor ator e melhor ator secundário.

Mário Augusto, comentador de cinema da RTP, considera que o filme “O Irlandês” será um dos grandes derrotados do ano, tendo em conta, por exemplo, a ausência de Robert de Niro entre os nomeados para o Óscar de melhor ator.

O brasileiro ‘Democracia em Vertigem’ está na lista de indicados na categoria melhor documentário. Dirigido pela mineira Petra Costa, a produção aborda o impeachment da então presidente Dilma Rousseff, e o quadro político no Brasil.

O documentário brasileiro disputa o prêmio com American Factory (USA), de Julia Reichert e Steven Bognar; The Cave (USA), de Bruce Hunt; For Sama (USA), de Waad Al-Kateab e Edward Watts; e Honeyland (Macedônia), de Tamara Kotevska e Ljubo Stefanov.

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