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Projeto Musical do Ophir Loyola traz bem-estar aos pacientes

Todo mundo já ouviu o ditado popular “quem canta seus males espanta”, a música traz benefícios tanto para o corpo quanto para a mente. Pensando nisso, o Hospital Ophir Loyola, por meio da Divisão de Terapia Ocupacional, criou o projeto “Quartas Musicais ” para levar de forma itinerante a música à todas as alas do hospital.

Nos Estados Unidos e na Europa, após a II Guerra Mundial, com o intuito de amenizar o sofrimento dos soldados feridos, começaram a surgir experiências  com música, como forma de terapia auxiliar que trouxe resultados surpreendentes. Atualmente no Brasil, diversos hospitais utilizam a música como meio de melhorar o ânimo dos pacientes.

No HOL, referência no tratamento contra o câncer, o projeto Quartas Musicas tem o objetivo terapêutico de manter, melhorar e restaurar o funcionamento físico, cognitivo, emocional e social dos pacientes. Promove ainda o desenvolvimento de capacidades/ou o restauro de funções inerentes à musicalidade como o relacionamento, mobilização, relaxamento, expressão, organização e aprendizagem, promovendo assim a qualidade de vida pacientes internados e ambulatoriais.

A cantora Yanna Cardoso é voluntaria do projeto. Nesta quarta-feira fez uma apresentação para os pacientes que esperavam consulta no ambulatório do hospital. Preparou um repertório bem variado e animado, com canções regionais, Música Popular Brasileira e música gospel.

 “Quando chego aqui procuro atender a todos os pedidos. Hoje já me pediram carimbó e música para dançar. Acredito que através da música podemos melhorar a vida das pessoas. Existe um ditado popular que diz: “quando a cabeça não pensa o corpo padece”, a música entra justamente aí como uma forma de amenizar angústias, levar distração e melhorar o dia”, disse Yanna.

Fabíola Cunha, 41 anos, é moradora de Bragança e faz tratamento contra um câncer de mama no HOL há um ano. ” Cheguei ao hospital para uma consulta acompanhada do meu tio e vi a cantora, acabei de comentar com o ele que ter música aqui é muito bom.   A gente se distrai, relaxa, esquece um pouquinho da doença, alegra a vida de tanta gente e faz tão bem para o corpo e para alma. É um projeto maravilhoso”, afirmou.

Segundo a chefe da Divisão de Terapia Ocupacional, Márcia Nunes, a utilização da música tem a capacidade de diminuir a ansiedade, o desconforto e até mesmo a dor.

“Não existe quem não goste de música, estimula o aprendizado e as funções cognitivas, ativa o centro de prazer do cérebro, liberando a dopamina, e desta forma promove a sensação de bem-estar, portanto traz resultados importantes ao tratamento dos pacientes”, ressaltou.

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