O Campeonato Paulista é um dos mais tradicionais do país e é recheado de histórias e curiosidades. É o estadual com mais integrantes da elite do futebol nacional, com cinco representantes: São Paulo, Palmeiras, Corinthians, Santos e Red Bull Bragantino.

Além dos cinco, existem outras equipes tradicionais no futebol nacional, como o Botafogo de Ribeirão Preto, o Guarani, a Ponte Preta (sendo uma das equipes mais antigas do Brasil, de 1900).

O Estadual teve a sua primeira edição em 1902 e foi comandado por diversas organizações, até que em 1941 a Federação Paulista de Futebol começou a organizar o campeonato.

À título de curiosidade, o primeiro campeão do “paulistão” é atualmente uma equipe de rugby: o São Paulo Athletic. Eles, que no século XX se dividiam entre o esporte bretão e o rugby, conforme o tempo foi passando, encerraram as atividades no futebol, mas o título ficou.

O time do Pq. São Jorge, inclusive, é o atual detentor da tríplice coroa do estadual, ganhando as últimas três edições, em 2017, 2018 e 2019. Esse fato não ocorria desde a década de 30.

“Super times” fizeram partes da história do campeonato, muito na década de 60, quando o posto mais alto se dividiu entre o Santos de Pelé e Coutinho e a 1ª academia do Palmeiras, que tinha Ademir da Guia e Dudu.

Essas duas equipes ficaram a década inteira se dividindo no título, inclusive, a 1ª academia ficou conhecida como um dos poucos times que batia de frente com o Santos, na época.

Inclusive, Pelé detém o recorde de artilheiro do Campeonato em uma só edição. No ano de 1958, o rei fez nada mais nada menos que 58 gols, sendo que o Santos, no todo, fez 155 em 41 jogos.

Outro time que entrou para história e quebrou recordes pelo poderoso ataque foi o Palmeiras de 1996, que ficou conhecido por fazer 102 gols na campanha que levou o clube ao título estadual daquele ano.

Outro ponto que o Campeonato Paulista trouxe ao longo da história foram as zebras. Em 1986, a Inter de Limeira surpreendeu a todos e faturou o “caneco” em cima do poderoso Palmeiras, no Morumbi. Até hoje o único título do Leão de Limeira.

Por falar em times do interior, na edição de 1990, foi a primeira na história que não teve a presença dos quatro grandes. Bragantino, o time sensação da época, e Novorizontino, disputaram a final e a equipe de Bragança Paulista se saiu vencedora.

Apesar de toda a história, o Paulista (como os estaduais) está sendo deixado “de lado” pelas equipes e é usado como uma preparação para outras competições mais importantes, como Libertadores.

Por outro lado, os estaduais ainda carregam a importância histórica de revelar jogadores, principalmente nos clubes menores, que usam o campeonato como principal vitrine para seus atletas da base.

Um dos exemplos mais recentes é a jovem sensação do Arsenal, Gabriel Martinelli, que surgiu no Campeonato Paulista de 2019 pelo Ituano. Apesar de não ter conseguido levar o time tão longe na competição, atraiu olhares de grandes clubes e foi direto para Londres.

Outro fator que ainda aquece os estaduais é o financeiro. O campeão do torneio leva para os cofres do clube uma quantia de R$5 milhões. Para o vice-campeão, a quantia também é agradável: R$1,65 milhão.

O formato de disputa do Campeonato Paulista sofreu algumas alterações nos últimos anos por conta das exigências feitas para encurtar o calendário da CBF e assim, o estadual foi o mais afetado.

Os times jogam contra todos os clubes, menos os de seu grupo. Por exemplo, se tem no grupo B o Palmeiras, o Santo André, o Novorizontino e o Botafogo, essas equipes não se enfrentam, pelo menos, no primeiro momento.

Como normalmente, até pela estrutura e os investimentos, na maioria dos anos os quatro grandes acabam chegando às fases finais do Campeonato Paulista, a FPF decidiu, como forma de inclusão, criar o Paulistão do Interior.

Vale lembrar que a Federação pode chamar alguma equipe do interior que, por ventura, se classificou para as fases finais do Paulistão, como por exemplo, na edição da de 2019.

Vale lembrar que para os clubes do interior é uma competição que tem muita importância, já que tem direito a medalha, troféu e dá uma vaga à Copa do Brasil do ano seguinte.

– Na edição de 1973, dois times dividem o posto de campeão: Santos e Portuguesa. Isso porque na final houve um grave erro de arbitragem e a FPF decidiu por fracionar o título entre as duas equipes.

– O Palmeiras tem, supostamente, dois títulos a mais do que é contabilizado oficialmente. Isso porque o time, ainda quando era Palestra Itália, ganhou dois campeonatos paralelos, entre 1926 e 1928, antes da criação da FPF, mas que não foram considerados.

– O São Paulo teoricamente teria sido rebaixado no Campeonato Paulista de 1991. Porém, houve uma mudança no regulamento e naquele torneio, em específico, não teria descenso, ou seja, rebaixamento, mas sim um grupo A, que seria com os times da elite, e o grupo B, que eram os times da antiga segunda divisão, para onde iria o São Paulo.

Não é só por parte da mídia que o Campeonato Paulista é colocado como um dos melhores do país. Jogadores também veem no estadual a competitividade para mostrar o talento e despontar para o futebol.

“Gramados muito bons, estádios muito bons e por isso que é um dos melhores. É um dos mais difíceis, bastante competitivo e quatro clubes grandes, além de clubes do interior que são bem montados, por isso que se torna importante e um dos melhores estaduais. Todos os jogadores querem jogar por conta da dificuldade, da visibilidade que traz e cada ponto que você consegue é muito importante”, disse Diego Cardodo, que atua no Botafogo, de Ribeirão Preto.

Já Fabrício Oya, revelação do Corinthians e que disputa o Paulistão de 2020 pelo Oeste comentou: “É o maior do Brasil. É o que tem mais visibilidade e mais times grandes. Fico muito feliz de estar jogando pela segunda vez e também acho que essa visibilidade faz com que você tenha propostas melhores para os nacionais, além dos times daqui serem fortes e com bons jogadores. Todos querem jogar o Campeonato Paulista, então acredito que aí vem a dificuldade e também é isso que torna gratificante estar participando mais vezes e quem sabe um dia, até ganhar o título”.

Pablo, do Guarani, também seguiu a mesma linha dos companheiros: “ É a mais forte e mais equilibrada entre os estaduais. Foi por isso que me fez voltar de Portugal, neste período dos estaduais, para apenas jogar o Paulistão, pela vitrine que é. Pelos estádios, pela visibilidade é algo muito bom e abre um leque de oportunidade, vários clubes olham o paulistão visando o segundo semestre. A dificuldade, como eu disse, é nivelado, muito equilibrado e sai muita coisa boa justamente pela dificuldade”

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