Há 23 anos na Globo, Renata Capucci vai trocar, momentaneamente, o jornalismo pelo entretenimento. A partir deste domingo (16), a jornalista estará ao lado de outros 13 famosos disputando a segunda temporada do reality musical “PopStar”, que estreia após o “Esporte Espetacular”. Nessa nova fase, o programa tem como novidade principal a troca de apresentadoras: Fernanda Lima dá lugar a Taís Araújo. E a apresentadora de telejornais como “RJTV” e “Jornal Hoje” não vê problema em mostrar seus dotes para a música em uma competição na TV, afirma ao Purepeople. “Por que não? Recebi o convite, achei bacana. Acho que na carreira da gente estamos sempre buscando novidades, desafios. E esse é um enorme desafio para mim. Não tenho obrigação alguma de cantar bem. No dia seguinte do programa serei a mesma Renata de sempre. Jornalista, repórter, apresentadora, mãe, dona de casa, cozinheira. A mesma de sempre”, explica.

Ao lado da jornalista estarão, entre outros, a modelo Carol Trentini – que tem levado os filhos para os ensaios – a humorista Fafy Siqueira, os atores Sergio Guizé e Eri Johnson e a cantora Lua Blanco. Para a apresentadora, o “PopStar” vai lhe trazer ensinamentos. “Isso só vai me acrescentar. Como jornalista estamos sempre buscando novas informações, aprendendo cada vez mais e podem ter certeza que estou aprendendo demais com essa experiência”, acrescenta, completando achar positivo se desligar um pouco das bancadas. “Vai ser bom dar um tempinho das notícias do dia a dia, esse noticiário que está tão pesado. Até para eu relaxar um pouco. Quero me divertir muito”, aponta ela, que já chorou no ar ao noticiar a morte de uma criança.

Se Ana Paula Araújo tem vocação no piano, Renata tem dom para o canto e conta ter tido esse dom descoberto ao se apresentar em uma instituição beneficente ao se apresentar com as filhas. “Alguém soube disso e me pediram para mandar um vídeo, mandei e não achei que fosse acontecer e rolou. Estou achando o maior barato”, vibra. E diz ter um estilo próprio. “Sou afinadinha. Mas não esperem de mim grandes agudos, pirotecnias, que eu seja a Celine Dion ou a Whitney Houston. Sou a Renata. A que todos conhecem. Que tem uma voz mais grave na hora de dar as notícias é a mesma Renata que as pessoas vão assistir no palco”, explica. “Um pouco mais solta, é óbvio. Sou eu em um palco curtindo, me divertindo, podendo ser solta. Que é uma coisa que não posso ser no dia a dia”, ressalta a apresentadora adepta de uma dieta para reduzir o manequim. “Não tenho receio de pagar mico, está honesto”, diz.

Ao eleger o repertório para a hora de soltar a voz, afirma não ter espaço para as canções que estão nas paradas. “Gosto de cantar música antiga. Vocês não vão me ver cantando música muito atual. Anitta, por exemplo, não faz parte do meu repertório. Gosto mais de flashback”, assegura. “Como cantora amadora meu objetivo é sempre escolher músicas afetivas, músicas que tenham a ver com alguma fase da minha vida: nascimento de filho, casamento, algo que me traz uma memória afetiva”, enumera. “Que me toca o coração. Fica mais fácil quando se lembra de alguma coisa fica mais fácil de interpretar. É por aí que eu vou”, completa.

Renata comenta ainda a expectativa do público em vê-la em uma área diferente do jornalismo. “É natural porque sabemos que um ou outro aqui canta. Mas ninguém nunca me ouviu cantando, a não ser quem estava nos eventos beneficentes”, diz. “O carisma é fruto de 23 anos de trabalho na Globo e não e talvez possa ter nascido com, mas é também desenvolvido ao longo de tanto tempo. Já tenho 45 anos e chegamos em uma fase da vida que sabemos quem somos, da nossas possibilidades e dificuldades”, completa. “Me coloco nesse momento com muita humildade, diante das pessoas que sabem muito mais do que eu e estou feliz com o que estou aprendendo. Encaro isso como uma pauta por que quando vou fazer uma reportagem aprendo sobre o tema e agora estou aprendendo sobre música.