Com storytelling atraente e um palco de proporções hollywoodianas, o lineup do New Dance Order agradou muito aos fãs da música eletrônica e durante todo o evento a cultura da música eletrônica ganhou destaque.

Ao chegar na Cidade do Rock, quem esteve nas últimas edições conseguiu mensurar o avanço geral que o evento teve. Quem foi pela primeira vez ficou com a sensação de que chegou em um verdadeiro parque temático de diversões.

As baixas temperaturas dos três primeiros dias de evento não esfriaram os ânimos do público e a música na grande pista aberta não deixou ninguém parado.

Entre os dias 27 e 29 de setembro, o palco, com seus 65 metros de extensão e 24 metros de altura composto por 560 metros quadrados de telas LED, além de lasers de última geração, teve 12 horas de show por dia, das 16h às 04h, reunindo os melhores DJs do Brasil e do mundo. Por lá tocaram Nic Fanciulli, Gui Boratto, Leo Janeiro, Albuquerque, L_cio, Eli Iwasa, Roland Leesker, Bruce Leroys, Rara Djs, Nervo, Kvsh, Kura, Diego Miranda, Dubdogz, Cic, Barja, Kamala, Van Breda, Illusionize, Bhaskar, Bruno Be, Dashdot, Ashibah, Volkoder, Jørd, Evokings e Vintage Culture – que se apresentou três vezes, sendo uma substituindo The Martinez Brothers no primeiro dia, outra no último dia do primeiro final de semana e uma apresentação-surpresa na Party Experience, festa de música eletrônica da marca Privilège que aconteceu até às 7 horas da manhã no Rock in Rio.

O New Dance Order levou para o Rock in Rio um palco repleto de tecnologia, um cenário de efeitos visuais surpreendentes e performances que já fazem parte da história do evento.

O Palco NDO ficou em uma área entre a Rota 85, que fez sua estreia no festival e chegou inspirada na icônica estrada que cruza oito estados americanos e a Rock District, tendo como vizinhas a Montanha Russa e o Mega Drop (uma queda livre com 60 metros de altura). E vou te falar, encarar a montanha russa ao som de In the Dark do Vintage Culture – música que chega nas plataformas digitais a partir do dia 26 de outubro pela Spinnin’ Records – foi uma das melhores experiências já vividas.

Teve de tudo nos três primeiros dias do Rock in Rio no palco NDO: choveu, fez frio, o público protagonizou momentos incríveis cantando as músicas dos artistas da cena eletrônica e o Bhaskar, que se apresentou com a participação do seu irmão gêmeo, Alok, surpreendeu a namorada e toda a plateia com um pedido de casamento.

Pista movimentada, DJ despejando uma sonoridade vibrante com sets recheados de versões eletrônicas de hits conhecidos por boa parte do público, fizeram do novo espaço ganhar vida própria. Assim, o público exaltou e colocou o estilo musical como o centro das atrações do Rock in Rio 2019.

Os irmãos Lugui e Pedrão, que formam os Cat Dealers, figuram na lista dos três maiores DJs/produtores do Brasil. O duo disse que a sensação de tocar no Rock in Rio, em um espaço exclusivo para a música eletrônica, foi a melhor do mundo: “com foco e persistência tudo é possível. Primeiro a nossa carreira deu um salto depois de ‘Your Body’, nosso primeiro sucesso, e agora estamos aqui no maior evento de música do planeta. Estar selecionado entre as atrações do Rock in Rio nos deixa emocionados e sem palavras”.

Já o Liu, um dos maiores nomes da nova geração de DJs e produtores do cenário mainstream, também falou sobre sua passagem pelo palco e disse que se entregou de corpo e alma na sua apresentação. “Quando você faz com amor, você faz diferente e eu coloquei minha alma e coração no set apresentado”, conta.

Outro que curtiu muito a “Disneylândia do entretenimento” foi o Gustavo Mota, que depois de terminar sua apresentação foi direto escalar um paredão de nove metros de altura montado bem próximo ao New Dance Order. “Foi a primeira vez que toquei no Rock in Rio e a energia do público foi contagiante, o Palco New Dance Order é demais, estou vivendo um momento muito especial na minha carreira e adorei fazer parte dessa história”.

Na sexta-feira foi a vez de Vini Vici, Wrecked Machines, Vegas, Infected Mushroom, Mandragora, Devochka, Claudinho Brasil, Gareth Emery, Roger Lyra e Morttagua. Já no sábado, Alesso, Santti, Shapeless, Jetlag, DJ Meme X DJ Marlboro, Tropkillaz, 2FAB, Scorsi e Rodrigo S dividiram a cabine. O Saddam uniu-se ao Zedoroque – com seu Baile do Saddam – e juntos fizeram uma festa carioca bem autêntica.

“A pista eletrônica do Rock in Rio já existe desde 2001, porém o New Dance Order é um marco, se consolidando de vez, por conta de toda sua estrutura e investimento, e demonstrando todo o respeito da organização do evento com os artistas dos toca-discos” disse o Saddam momentos antes de subir ao palco.

No domingo, último dia do festival, Claptone fechou com chave de ouro e segurou o público até o último minuto de sua apresentação na Cidade do Rock, e ouso dizer que a pista estava igual ou maior em número de pessoas que acompanhavam a apresentação da banda Muse no Palco Mundo. Teve também MAZ, Nepal, Renato Ratier, BLANCAh, Chemical Surf, Fractall X Rocksted, Kolombo, Flow X Zeo, Mari-Anna e Gabe.

A conexão entre público e música funcionou e a cena eletrônica ainda aumentou sua base de fãs, pois pessoas que passavam em frente ao New Dance Order alheio ao estilo musical e paravam para curtir o visual futurista do Palco, curtiram muito e tiveram uma experiência incrível.

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