Roger Waters – No segundo show em São Paulo, o ex-vocalista do Pink Floyd foi mais comedido, mas não menos incisivo. No telão, após citar uma lista de políticos neofascistas, em vez do nome de Bolsonaro, apareceu a frase ‘Ponto de vista político censurado’. Todo mundo sabia do que se tratava.

Roger Waters – Não é uma novidade que o cantor seja um crítico feroz de temas políticos. Na turnê ‘Us + Them’, Waters ataca a xenofobia, destruição do meio ambiente, tortura e, em especial, o presidente dos EUA Donald Trump, que ele chamou de ‘porco’.

Dua Lipa – Sobre o atual cenário no Brasil, a cantora britânica virou notícia em todo o mundo ao defender a campanha #EleNão. Dua Lipa inclusive mandou expulsar fã que estava em seu show em Las Vegas, nos EUA, vestindo camiseta apoiando o candidato Jair Bolsonaro (PSL).

Madonna – Em seu Instagram, a Rainha do Pop também se manifestou contra Bolsonaro. Na imagem, Madonna faz referência ao seu álbum ‘American Life’ (2003), que causou controvérsia quando ela se posicionou contra o governo do ex-presidente dos EUA George W. Bush. 

Legião Urbana – Temas como o autoritarismo, ideologia, desigualdades sociais e orientação sexual foram abordados tanto por Renato Russo, o vocalista da Legião Urbana, como por Cazuza, seja como líder do Barão Vermelho ou em carreira solo.
(Foto: Wikimedia/CC BY-SA 3.0)

Cazuza – ‘Que País é Este’, ‘Índios’, ‘Tempo Perdido’, ‘Meninos e Meninas’ e ‘Faroeste Caboclo’ foram alguns hinos da Legião. Já Cazuza e o Barão Vermelho imortalizaram hits politizados como ‘Brasil’, ‘Ideologia’ e ‘O Tempo Não Para’. 
(Foto: Wikimedia/CC BY-SA 2.0)

Taylor Swift – A diva pop foi notícia após post político no Instagram. A cantora pediu aos seus 112 milhões de seguidores que votassem nas eleições legislativas dos EUA em novembro e se posicionou a favor da democrata Marsha Blackburn para senadora do Tennessee.

Chico Buarque – Artista combativo, o cantor deu voz, por meio de metáforas, a problemas sociais durante a ditadura militar no Brasil, a luta pela liberdade de expressão, o protesto contra a repressão, a preservação dos direitos civis, entre outras questões.

Criolo – Recentemente, o rapper lançou o clipe ‘Boca de Lobo’, que traz várias referências a problemas sociopolíticos atuais no Brasil. A produção se vale de diversas metáforas que referenciam a acontecimentos recentes que marcaram o país.

John Lennon – Em carreira solo, o ex-Beatle foi incisivo em suas opiniões políticas, seja na sua música como em entrevistas. Lennon escreveu hinos em que pregava a paz e criticava a guerra e a violência dos governos. Dizem que o ex-presidente Richard Nixon tentou desesperadamente deportá-lo dos EUA.

Caetano Veloso – Lembra do álbum ‘Tropicália ou Panis et Circensis’ (1968)? Com Caetano Veloso, Gal Costa, Gilberto Gil, Nara Leão, Os Mutantes e Tom Zé, acompanhados dos poetas Capinam e Torquato Neto e do maestro Rogério Duprat, o trabalho era um manifesto contra o conservadorismo nos anos 70. Um ano antes, Veloso e Gil causavam impacto com os hinos ‘Alegria, Alegria’ e ‘Domingo no Parque’, respectivamente.

Gabriel, O Pensador – Nos anos 90, o rapper carioca foi um dos principais artistas a criticar problemas sociais e questões políticas. ‘Tô Feliz (Matei o Presidente)’, ‘Retrato de um Playboy (Juventude Perdida)’, ‘Indecência Militar’ e ‘Pátria Que Me Pariu’ foram alguns dos seus sucessos.

Miriam Makeba – A cantora sul-africana foi muito influente no movimento contra o Apartheid. Depois que ela morreu, o saudoso ex-presidente Nelson Mandela disse que ‘sua música inspirou um forte sentimento de esperança’ na população do país.

Para muitos artistas, a música é vista também como uma forma de protesto, uma maneira de lutar por causas que defendem, denunciar problemas sociais e falar sobre questões políticas. Recentemente, o cantor Roger Waters causou polêmica em show em São Paulo por se posicionar a favor do movimento #EleNão, contra o candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL).