Tirar o cavalinho da chuva. É isto que deve fazer Cristiano Ronaldo, se esperava que alguns “amigos” e ex-colegas o ajudassem. Por um lado, os colegas que, com ele, venceram a Champions. Por outro, alguns “amigos”, como ex-colegas e ex-treinadores. Nem uns nem outros lhe dariam o The Best. E muito menos o país de onde saiu neste verão. De lá, veio muito pouco.

O Bancada foi individualizar as votações para o The Best – e compará-las com as de 2017 – e chegou a três conclusões essenciais: 1- Foi nos votos dos capitães das seleções nacionais que Ronaldo esteve mais perto de ser o melhor do Mundo, mas nem nesses conseguiu bater Modric. 2- Alguns ex-colegas do português, do Real Madrid, cortaram o apoio a Ronaldo de 2017 para 2018. 3- Ronaldo tem alguns “amigos da onça”, mas, por outro lado, parece ter feito dois novos “amigos” em Itália. 4- Ronaldo passou de 13 votos vindos de Espanha, em 2017, para apenas 6 em 2018.

De 2017 para 2018, Sergio Ramos e Luka Modric mudaram o apoio ao português. Em 2017, ambos votaram em Ronaldo para melhor do Mundo, mas, em 2018, ambos deixaram o português para segundo plano. Ainda em matéria de “amigos”, convém olhar para o jornalista e treinador espanhóis – país onde jogava Ronaldo – e para o jornalista e treinador portugueses – país de Ronaldo. Paco Francesc Aguilar nunca foi fã de Ronaldo: votou Modric em 2017 (com Ronaldo em segundo lugar) e votou novamente Modric em 2018 (não dando qualquer voto a Ronaldo). Já Vítor Serpa e Fernando Santos, jornalista e treinadores portugueses, mantiveram o apoio a Ronaldo nos dois anos, ao contrário de Carlos Queiroz, ex-treinador de Ronaldo, que não votou no jogador da Juventus.

De Espanha, nada. Ramos e Modric deixaram o português em segundo, enquanto Luís Enrique/Lopetegui (selecionadores de Espanha) e Paco Aguilar recusaram dar qualquer voto a Ronaldo, quer em 2017, quer em 2018. Por outro lado, Roberto Mancini, selecionador do novo país de Ronaldo, dar-lhe-ia o The Best em 2018.

Curiosidades: para Fabio Licari, jornalista italiano, receber Ronaldo na Série A não foi um incentivo para começar a apoiar o português. Tinha votado nele em 2017, mas não votou em 2018. Nota ainda para Ryan Giggs e Juan Antonio Valencia, ex-colegas de Ronaldo, em Inglaterra, que não dariam o The Best ao português.

Olhando para as votações de forma individualizada, é possível perceber que Ronaldo não venceria o The Best, mesmo que a votação tivesse moldes diferentes. Neste The Best, a FIFA atribuiu um peso de 25% a cada uma das componentes: capitães, selecionadores, jornalistas e público. Ronaldo ficou em terceiro em todas elas.

Curiosidade: se fosse a votação do público a mandar, Mo Salah seria o melhor jogador do Mundo. A votação massiva dos egípcios, magrebinos, muçulmanos e até africanos, em geral, permitiram ao jogador do Liverpool vencer a votação dos cibernatutas.