Dia após dia encontramos listas de alimentos e produtos que nos “auxiliam” no emagrecimento ou que melhoram nossa saúde. São promessas e mais promessas dentro de embalagens que tornam tudo mais caro. A não muitos dias atrás eu fiz uma caixinha de perguntas no meu Instagram e, obviamente, quase todas eram sobre como emagrecer sem ter muito dinheiro para comprar produtos light.

Confesso que essas perguntas me intrigam e me deixam um pouco triste. Avançamos em um caminho errado da nutrição, no qual supervalorizamos alguns itens que, na grande maioria, não possuem comprovações de que realmente funcionam. E na grande parte do tempo, essas afirmações sobre a supervalorização de itens e alimentos causam, direta e indiretamente, frustração nas pessoas e famílias que têm uma renda mais baixa.

Fico me perguntando, então: nutrição, saúde e bons hábitos são produtos de luxo?

Obviamente que a resposta é não, mas o que vemos em muitos movimentos é a mensagem de que, para você ter saúde, deve investir em muitos produtos poderosos, alimentos milagrosos que curam doenças e que vêm lá do outro lado do planeta. Esse movimento está fazendo grande parte do público que segue essas dicas esquecerem que o arroz com feijão temperado com louro, o pedaço de carne e salada da feira ou do nosso quintal é a melhor e mais saudável alimentação que podemos ter, que um lanche da tarde fica perfeito quando temos uma fruta da estação em mãos.

Para ajudar você a não cair nas armadilhas da boa alimentação e mostrar que elas tornam seu investimento em “boa saúde” mais caro, listei alguns itens que você não precisa comprar ou ter em casa, e ainda dou sugestões de trocas mais baratas e muito mais saudáveis.

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1. Sal rosa do Himalaia

Ele é um tipo de sal mais saudável, sim, se comparado ao sal de cozinha refinado. Mas além de ser muito mais caro, já foi alvo de fraudes também —muitos lugares clandestinos usavam corantes para deixar o produto com a coloração rosa e cobrar mais caro. Além de ser perigoso para a saúde, a fraude fez muitas pessoas gastarem seu dinheiro em algo muito mais caro com a falsa impressão de estarem colocando mais minerais na sua alimentação.

Troque pelo sal marinho: o sal marinho que vem em pequenos grãos, geralmente usado para fazer churrasco, é um tipo de sal puro, diferente do sal de cozinha, que é cloreto de sódio e não possui minerais. O sal marinho é muito barato, tem alto poder de salgar os alimentos e tem minerais naturais, já que não sofre refinamento industrial. Você pode comprar e deixar ele dentro do moedor de temperos Assim, sempre que for usar, ele estará intacto e você usa menos sal para salgar seus alimentos.

2. Barras de cereais

É tentador saber que podemos nos alimentar bem e incluir mais fibras na nossa alimentação apenas abrindo uma embalagem que deixa tudo mais doce na rotina né? A barra de cereal que conhecemos é uma opção de lanche enganosa, é rica em açúcar (seja qual nome estiver na embalagem, todas elas possuem maltodextrina, dextrose, mel, agave, açúcar invertido, xarope etc) e tem pouquíssimo valor nutricional. Se contabilizarmos o valor de uma barrinha de boa qualidade por dia como opção de lanche, em um mês você terá gasto mais de R$ 100 só nisso, em puro açúcar e pouca fibra.

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Troque por fruta e aveia: substitua a barrinha por uma fruta da estação (sempre a mais valiosa em teor nutricional, pois está no seu auge de produção na natureza) e 1 a 2 colheres de sobremesa de aveia em grãos íntegros ou em farelo de aveia. Existem outros grãos que você pode comprar separadamente e misturar com a aveia e fazer o seu próprio mix de cereais, que proporcionam muitas fibras e vitaminas essenciais à saúde. O rendimento de um pacote de aveia, mesmo que você use 3 colheres por dia, é de 20 dias, sendo assim você não gasta mais que R$ 10 em fibras e inclui muito mais nutrientes saudáveis para o seu dia a dia com a inclusão da fruta.

3. Iogurte saborizado

O iogurte que encontramos nas gôndolas do mercado também pode provocar problemas tanto na saúde quanto no bolso. Um dos pontos é que ele não é iogurte, é um composto lácteo. Isso que dizer que ele é uma mistura de ingredientes com produtos lácteos e açúcares. Outro ponto é que o valor nutricional dele é muito inferior ao iogurte integral. Por fim, ele é em média 40 a 50% mais caro.

Troque pelo iogurte natural integral: ele contém fermentos lácteos, um probiótico natural, não tem açúcar na composição e é mais barato e saudável do que as versões saborizadas. Para deixar ele do seu agrado, caso queira dar um sabor de frutas, você pode usar geleia natural ou frutas da estação que mais goste, processar no liquidificador uma pequena quantidade e então misturar no seu iogurte natural. Mais economia e muito mais nutrição.

4. Chás industrializados

Algumas empresas de chás acertaram muito na produção desses itens: são naturais e têm poderes distintos. Mas isso não justifica você ter que investir em um valor que está além do seu financeiro, já que chás e infusões são itens baratos e você pode criar os seus seguindo as dicas de nossas mães e avós. E cuidado: mesmo que algumas marcas sejam de confiança, outras usam adoçantes artificiais, corantes, conservantes e outros aditivos dentro de um saquinho com chá. Fique de olho.

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Troque pelo seu próprio chá: ele pode ser diurético, para digestão, melhorar o seu sono ou para a imunidade. Veja alguns:

Chás de quebra pedra, cavalinha, hibisco, salsinha e chá verde estão no topo dos mais diuréticos;Chás de maracujá, camomila, melissa, lavanda e valeriana são poderosos para auxiliar na qualidade do sono;Chá de guaco, gengibre e ginseng são fáceis de encontrar, baratos e poderosos para a imunidade;Já para a digestão, chás de camomila, melissa, boldo, verde, preto e branco podem ajudar e ainda diminuem a vontade pelo doce após as refeições.

Se você gostou de alguma dessas dicas, que são simples, fáceis e que ajudam no bolso de todo mundo, compartilhe a matéria e me fala o que achou lá no meu Instagram @taisespolti.

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