Com 144 kg, a segurança Paula Michele Moraes, 34 anos, desenvolveu várias doenças devido à obesidade. Ela ficou preocupada quando viu que poderia morrer jovem e que o marido e a filha de apenas 11 anos começavam a apresentar problemas de saúde por também estarem muito acima do peso. Então, Paula mudou hábitos que foram adotados por toda a família e, juntos, eliminaram 92 kg

“Desde criança fui gordinha. Na adolescência, cheguei a emagrecer, pois praticava muitas atividades físicas: fazia academia, corria, jogava vôlei… Mas, por volta dos 17 anos, parei com os exercícios, fui engordando aos poucos e ganhei 25 kg.

No entanto, foi aos 29 anos que realmente perdi totalmente o controle do meu corpo. Nessa fase, engordei mais de 40 kg. Gosto muito de comer e consumia muita besteira —massas, doces e bebia uma quantidade enorme de refrigerante. Tenho 1,75 m de altura e cheguei a 144 kg —ou seja, estava com obesidade grau 3.

Imagem: Arquivo pessoal

Sofri muito com o efeito sanfona e tentei diversas estratégias para emagrecer que não me fizeram nada bem. Tomei remédios e fiz dietas tão restritivas que cheguei até a desmaiar.

A obesidade trouxe muitos prejuízos à minha saúde. Desenvolvi insuficiência respiratória, problemas cardíacos, pressão alta, gastrite e pré-diabetes. Já tinha asma e ela piorou muito com o excesso de peso. Estava com risco de trombose e com muita dificuldade de andar. Eu me arrastava para tudo, até para trabalhar. Não tinha ânimo nem disposição para nada.

Meu marido Eleandro e minha filha Lavínia também tinham hábitos alimentares ruins e estavam com problema de sobrepeso. Meu marido começou a me incentivar a mudar hábitos e dizer que, se eu tentasse emagrecer, todos da casa entrariam na linha e fariam o mesmo.

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Via a minha filha se tornando obesa aos 11 anos, e as pernas de Eleandro muito inchadas por causa do excesso de peso. Sabia que todos nós estávamos com problemas de saúde. Isso começou a me tocar muito. Só enxergava doenças se aproximando da gente e resolvi dar o primeiro passo.

Paula e a filha Lavínia, depois de perderem 53 kg e 17 kg, respectivamente

Imagem: Arquivo pessoal

Com o incentivo dos dois, iniciei meu tratamento. Lavínia falou que faria o que fosse necessário para me ver bem, porque também queria ficar bem. Meu marido e minha filha queriam que eu me cuidasse primeiro, pois percebiam que eu estava com a saúde muito comprometida e poderia morrer. O meu próprio médico falou isso para mim: eu era uma bomba relógio prestes a explodir.

Em fevereiro de 2020, busquei um tratamento para emagrecer na clínica Stella Vilella, que conta com uma equipe multidisciplinar formada por nutricionistas, profissionais de educação física, fisioterapeutas, psicólogos etc. Na primeira consulta com a nutricionista, ela perguntou o que eu queria e respondi que desejava viver e ter saúde. A especialista me falou sobre reeducação alimentar e como deveria ser meu cardápio a partir daquele dia.

Basicamente, cortei doces, massas, refrigerante e produtos industrializados do meu dia a dia. Passei a comer mais salada, legumes, verduras, carne, ovo, peixe, frango. Alimentos naturais. Também aprendi que nem toda vontade de comer é por causa de uma ‘fome física’ e muitas vezes o desejo vem por questão emocionais. Foi importante me conhecer melhor para só consumir algo quando realmente havia necessidade, e não por causa da ansiedade, do estresse ou para compensar uma situação ruim.

O primeiro mês foi o mais difícil, sentia tristeza por não poder comer aquilo que gostava e por ter de reduzir as quantidades no prato. Mas com o tempo me adaptei e ficou mais tranquilo. A mudança nos alimentos que consumia e na relação com a comida logo fez com que eu, meu marido e minha filha começassem a perder peso.

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Paula com o marido antes de iniciarem a mudança de hábitos

Imagem: Arquivo pessoal

Junta, a família eliminou 92 kg e ganhou saúde

Imagem: Arquivo pessoal

Nós três nos mantivemos firmes na dieta, sempre juntos, e o emagrecimento foi uma prova de amor entre a família. Ninguém reclamou nem queria ‘dia do lixo’, todos estavam conscientes do quando perder peso era importante para nossa saúde.

Também voltei a praticar exercícios físicos regularmente. Investi na caminhada e no pilates e, agora, estou aguardando as academias voltarem ao funcionamento normal para fazer aula de dança.

Após nove meses de mudança de hábitos, eu emagreci 53 kg. Meu marido perdeu 22 kg, e minha filha, 17 kg. Juntos, foram 92 kg eliminados.

Ainda estou no processo de emagrecimento, mas as vitórias na saúde já estão visíveis. Não sinto mais dificuldade para respirar e voltei a caminhar sem ficar ofegante. Minha glicemia (nível de açúcar no sangue) está normal, ou seja, não estou mais com pré-diabetes, a pressão arterial também está controlada. Estou me sentindo muito bem e feliz em ver toda a minha família mais saudável.

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