Covid: doença foi a 4ª causa de mortes no Brasil no primeiro semestre

Covid: doença foi a 4ª causa de mortes no Brasil no primeiro semestre

Um levantamento produzido pelo Poder360 apontou a Covid-19 como a 4ª principal causa de mortes no Brasil no 1º semestre de 2022. A doença soma 46.000 mortes e perde apenas para os seguintes grupos de enfermidades: isquemia do coração, doenças cerebrovasculares e outras doenças cardiovasculares.

Mesmo com os números expressivos, este foi o semestre com o menor número de vítimas por Covid desde o início da pandemia. Foi realizada uma comparação entre a data real das mortes por Covid-19 nos primeiros seis meses de 2022 com a média de mortalidade no mesmo período de 2016 a 2020 de todas as causas de morte no Brasil.

Em janeiro de 2022, as médias de mortes nos últimos 5 anos de doenças isquêmicas do coração, cerebrovasculares (como o AVC) e outras doenças circulatórias foram menores que as da Covid – é importante considerar que elas foram as principais causas de morte em janeiro nos últimos 5 anos.

Em fevereiro o cenário se repetiu – nesse mês, também houve uma quantidade muito grande de casos e mortalidades por causa da variante ômicron: o número de mortes chegou a 19.343. Depois da explosão de casos o 1º bimestre, a covid deixou de ser a principal causa de mortalidade em março (5.388 óbitos) e teve uma queda acentuada em abril e maio, ficando abaixo de 1.500 mortes mensais.

Em junho, no entanto, mais casos começaram a surgir, e a mortalidade voltou a crescer. Os dados mais atuais do Sivep-Gripe indicam ao menos 4.311 óbitos, número que tem chances de aumentar um pouco com a revisão de casos no banco de dados. Na comparação com a média dos últimos 5 anos para o mês de junho, a estatística colocaria a covid em 7º lugar no ranking das principais causas de mortes no Brasil nesse mês.

Quanto ao número diário de mortes, é preciso se preocupar: ele está cada vez mais próximo ao patamar do início da pandemia. Mesmo com o novo aumento de casos de covid nos últimos dois meses, o crescimento dos óbitos teve menos vigor do que em outras ondas, por conta da vacinação, que ajudou a nos dar previsibilidade sobre a doença.

Entretanto, mesmo com as vacinas, o significativo número de mortes mostra que será necessário controle constante sobre o aparecimento de variantes do vírus. A vigilância sobre o aparecimento de novas cepas, a volta de medidas protetivas e controle sanitário permanecem no radar de infectologistas. 

O agrupamento das causas que mais mataram nos últimos 5 anos passou a seguir os critérios mais recentes da pesquisa Global Burden Disease Study. São esses os parâmetros recomendados pela OMS e usados por especialistas em  todo o mundo para reportar as maiores causas de morte.

Levantamentos anteriores levavam em conta agrupamentos mais abrangentes da divisão por grupos da Classificação Internacional de Doenças (CID-10). Contabilizava-se, por exemplo, a soma de mortes por todos os tipos de câncer como sendo uma das causas de mortalidade. Com a nova metodologia, não há esse e outros agrupamentos, o que leva a mudanças no ranking.

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