No universo das finanças pessoais, a regra de ouro é gastar menos do que se ganha. Mas, quando o assunto é emagrecer, a história é bem diferente. No caso, a ideia é gastar mais do que se consome. E é esse processo que recebe o nome de déficit calórico.

Para entender, de fato, como ele funciona, é preciso lembrar que cada pessoa tem uma necessidade  calórica específica. Afinal, diariamente o corpo desempenha funções vitais mesmo em repouso, como a respiração e os batimentos cardíacos. Essa taxa se chama metabolismo basal. Além disso, realiza atividades extras, tanto no trabalho quanto no lazer. E quem fornece combustível para tudo isso? Pois é, são as calorias.

Como resultado, temos uma questão matemática que é o balanço energético (aliás, é daí que sai o déficit calórico). Essa é a conta que fazemos entre a quantidade de energia que o organismo demanda e as calorias ingeridas na alimentação.

Quando ele é neutro o ponteiro da balança se mantém estável. Por outro lado, se o balanço é positivo, ou seja, entram mais calorias do que se gasta, há aumento de peso. Mas no déficit calórico – ou balanço energético negativo – ocorre o inverso. Ao queimar mais calorias do que consome, você emagrece.

De acordo com a nutricionista Vanessa Prezzi Brum, o déficit calórico é o grande objetivo das dietas. Seja a Sirtfood, da Nasa ou qualquer outra. “Mas o cálculo é composto por outros fatores também. Isso inclui metabolismo basal, sexo, peso, altura, atividades do dia a dia e exercício físico.”

Além disso, quando se trata da alimentação, é importante dizer que não é apenas uma questão de diminuir quantidades. Isso porque o segredo está, na verdade, na qualidade do que se consome. “Alimentos processados, com excesso de gordura e açúcar, estão associados a altos níveis inflamatórios. E também a doenças crônicas decorrentes do excesso de peso. Por isso, prefira alimentos in natura para um déficit calórico saudável”, alerta Vanessa.

A nutróloga Marcella Garcez informa que, de modo geral, uma redução de 300 a 1.000 calorias por dia é suficiente para eliminar de 500 g a 1 kg por semana. “Isso, claro, depende de todos os fatores citados e da prática de atividade física.”

Ademais, para potencializar os efeitos do déficit calórico, é essencial investir em alimentos que dão maior saciedade. “Cereais integrais, feijões, lentilha, carnes magras. E ainda boas fontes de gordura, como castanhas, nozes, azeite de oliva e abacate”, lista Vanessa. Reforce também os nutrientes ao variar os tipos de frutas, verduras e legumes.

“Planejamento alimentar, leitura de rótulos dos produtos, boas escolhas e atividades físicas. Com isso você pode acelerar a perda de peso e se manter saudável”, conclui Marcella.

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