Para aqueles que buscam perder peso e manter a saúde equilibrada, é preciso tirar a ideia de que o emagrecimento depende somente de associar alimentação e exercícios físicos.

Também é preciso deixar de procurar dietas em redes sociais e em páginas da internet e buscar por profissionais capacitados, para passarem o tratamento correto.

A estudante Ana Carolina de Oliveira Assis, de 24 anos, admite que aderiu a uma dieta que substituía uma refeição por suco verde, feito de couve, cenoura e laranja.

“Sempre fiz atividades físicas, mas nunca me alimentei bem, então procurei receitas na internet. Trocava a janta por um desses sucos e no outro dia queria comer tudo que via pela frente”, contou.

A nutróloga Amanda Weberling disse que um dos primeiros erros cometidos ao querer emagrecer é focar na perda de peso e não no emagrecimento, que é perda de gordura. Perder peso envolve também a perda de massa muscular.

O emagrecimento também pode estar associado a fatores genéticos, psicológicos e hormonais. “Uma alimentação com excessos pode modificar a forma como o nosso gene se expressa. Fatores estressores podem fazer com que o paciente desenvolva o sobrepeso”.

Segundo o cirurgião do aparelho digestivo do Hospital Santa Rita de Cássia José Alberto Correia, o uso de produtos diuréticos para emagrecer provoca a perda de água, o que pode prejudicar os rins, e o paciente acredita que perdeu peso.

O cirurgião pontuou também que um outro erro é não diferenciar dieta de reeducação alimentar. “A dieta é um planejamento a curto prazo, para trazer o paciente para o eixo dele, e a reeducação alimentar é um hábito saudável que deve ser mantido”, explicou.

Para a coordenadora técnica da academia Bodytech e educadora física, Lorena Bello, o acompanhamento profissional durante o exercício físico é imprescindível, principalmente para evitar lesões. “As lesões mais comuns estão relacionadas às articulações do ombro e do joelho”, pontuou.

Ingerir alimentos de maneira errada, mastigando rápido demais, pode ocasionar o ganho de peso. Isso porque, na pressa, a pessoa tende a não ter saciedade e fica mais propensa a cometer exageros na alimentação.

“Existem hormônios intestinais reguladores da fome que mandam sinal para o cérebro, informando que o organismo está cheio, e induzem a saciedade. Quando a pessoa come muito rápido, ela não consegue levar esse sinal tão rápido para o cérebro”, explicou a endocrinologista Gisele Lorenzoni.

É preciso ter atenção com o horário. Comer tarde da noite não é indicado e pode causar ganho de peso. “Quando a pessoa tem insônia ou dorme muito tarde, tende a comer durante a noite. E, normalmente, busca por alimentos ricos em carboidratos e gorduras”, disse.

Gisele pontuou que, geralmente, esses indivíduos ficam mais cansados no dia seguinte, por não terem dormido bem, e não querendo fazer atividade física. “Isso vai virando um ciclo vicioso”, afirmou.

O recepcionista João Pedro Ribeiro, de 21 anos, pratica atividade física desde os 16 anos, mas contou que a relação com o exercício melhorou quando começou a treinar com um profissional.

“Antes, era uma relação de obrigatoriedade, hoje penso mais na saúde e, como o treino é dinâmico, prazeroso”. Ele é acompanhado pela coordenadora técnica da academia Bodytech e educadora física, Lorena Bello.

“Por conta de os treinos serem mais dinâmicos e nada repetitivos, ao contrário da musculação, e por haver aulas em grupo, em que fiz muitas amizades, me identifiquei demais”.

Brenda disse que há cerca de um ano alterou os hábitos alimentares. “Comecei a perceber que precisava mudar, não para melhorar corpo, mas a saúde e o rendimento nos treinos”.

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