Aos 35 anos e mãe de dois filhos, a modelo plus size e digital influencer Aline Zattar, eleita Miss Brasil em 2013, está de bem com a vida e com o seu corpo. E tem a receita para as mulheres que não estão satisfeitas com o corpo – sejam elas moradoras da Baixada Fluminense ou de qualquer lugar no planeta: amor-próprio acima de tudo.

Aline admite que nem sempre foi assim, decidida e cabeça feita. Foram anos de não aceitação, remédios para emagrecer, sofrimento e depressão por se sentir fracassada, por não se enquadrar nos padrões exigidos pela sociedade.

Hoje, porém, autêntica, levanta a autoestima das mulheres nas redes sociais, as estimulando a enxergar suas potencias e mostrando como seu modelo de superação a transformou numa avassaladora força motriz de autoaceitação, amor-próprio, resultando em bem-estar pessoal e no seu sucesso profissional.

Depois de duas gravidezes em que engordou 30 quilos em cada uma e de processos sucessivos de emagrecimento e aumento de peso, alguma coisa mudou e a fez pensar diferente em relação ao seu corpo. Aline iniciou um processo de aceitação e amor ao seu corpo, apesar dos obstáculos diários que a indústria da moda impõe, dizendo o tempo todo que o modelo de beleza está nos corpos magros, esguios e malhados.

O preconceito com os corpos fora desse padrão, muito enraizados na sociedade, e o trabalho como modelo deram forças para Aline mudar seu paradigma e encontrar em si mesma seu caminho próprio. “Até os 27 anos eu lutei muito contra mim mesma, contra meu corpo e acordava todos os dias pensando em fórmulas mirabolantes sobre ‘o que farei agora para tentar emagrecer?’ Ao invés de pensar ‘como conquistar o mundo?’ Seria bem mais interessante, mas isso não acontecia”, revela Aline, acrescentando:

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“Desde os seis anos de idade eu frequentei todos os médicos possíveis para tentar tratar meu corpo fora do padrão e desde então já tomava vários tipos de medicamentos. Sempre fui muito ativa, fazia natação, dança, basquete, handebol, tudo junto e misturado, sempre amei fazer esporte! Mesmo assim vivi no efeito sanfona, até que aos 14 anos tive uma alteração brusca na tireoide (hipotireoidismo) e engordei aceleradamente, estava com 125 quilos”.

Mesmo diante de quadro tão desalentador, Aline não se deixou abalar e, apesar da pressão de todos os lados em relação ao seu corpo, seguiu adiante. Com força, foco e fé. “Viviam me perguntando: ‘Como que não emagrece? Com essa cara linda, uma pena ser gorda! Tem que haver um jeito!’ Então, com 14 anos, fiquei internada sozinha em uma clínica por três meses e emagreci 30 quilos”, frisa, enfatizando que a partir daí se dedicou à carreira de modelo, mesmo ainda acima do peso considerado padrão para as passarelas.

Eleita Miss Brasil Plus Size em 2013, aos 29 anos, Aline nunca mais parou. São campanhas de moda, ensaios fotográficos, palestras e um tempo diário destinado a ajudar às pessoas que estão passando pelo que já enfrentou. A modelo é idealizadora do evento Plus Model Brasil, que teve sua terceira edição em 2019. O concurso elege modelos plus size em três categorias: masculino, feminino tradicional (de 18 a 37 anos) e feminino master (a partir de 38 anos).

O concurso, nacional, tem como objetivo reunir homens e mulheres em um grande casting, além de eleger os Supermodels Plus Size do Brasil. “O caminho para a aceitação não é fácil, mas compensador e libertador. A partir do momento que eu decidi me amar e entender que meu corpo é lindo e sexy do jeito que ele é, comecei a enxergar quantas possibilidades eu tinha pela frente e como eu podia e seria feliz”, ratifica Aline.

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“Hoje, quando exponho o meu corpo com toda a beleza que eu encontro nele, eu afirmo que eu posso chegar mais longe do que determinaram e posso Viver a minha vida sendo exatamente quem eu sou. Mas não pensem que até hoje não continuo escutando que tenho um rosto lindo e deveria emagrecer ou que tenho que pensar na minha saúde, que não deveria me expor tanto, que certas cores não ficam bem pra uma pessoa gorda e muitas outras ‘pérolas'”, brinca a modelo, que dá de ombros para as críticas.

“Sabem o que mudou? É que agora, essa fala não me incomoda mais, eu me amo como sou, me respeito, respeito a minha história tento incentivar outras pessoas a fazê-lo também”, finaliza Aline, mandando um recado para moradoras da Baixada Fluminense ou de qualquer lugar no planeta.

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