Ela é bem comum nas mídias e nas dicas de emagrecimento rápido por passar a imagem de redução de peso em pouco tempo e de forma eficiente.

Além disso, existem muitos mitos e até malefícios que a famosa dieta low carb, receitas low carb, cardápios low carb e tudo que envolve esse nome possui, mas que não são devidamente explorados e colocados em debate.

Essa dieta é para passar fome? Vou desmaiar se fizer essa dieta? Vou emagrecer em dois dias? É ideal para mim? Preciso cortar TODOS os carboidratos da minha vida? Ela é muito cara?

É de extrema importância saber que as informações exploradas nesse artigo foram baseadas em trabalhos científico de valor nutricional e biológico, oriundos de pesquisas cientificas que analisam grupos de pessoas a respeito da dieta low carb.

O ideal é que procure um profissional, nutricionista e seu médio, para saber se esse tipo de dieta se enquadra na sua condição de saúde e se funciona para seu tipo de metabolismo.

A primeira delas ocorre com a
perda de pessoa de forma acentuada nos primeiros dias, que é causada pela diminuição
dos estoques de água intracelular a níveis glicêmicos e hormonais – nesse caso,
é a redução dos hormônios leptina e insulina.

Além disso, com a diminuição das
concentrações de glicogênio corporal, a oxidação lipídica é privilegiada,
favorecendo a redução de gordura corporal.

Já na segunda fase, a perda de
peso passa por um período de estagnação, que pode se prolongar por meses e até
anos, devido à adaptação metabólica basal, após a diminuição do peso em
indivíduos sedentários, por exemplo.

Segundo o pesquisador Machado (2016), a regra de Wishnofsky (1958) diz que para a diminuição de 1 kg de massa gorda é indispensável a restrição de 7700 kcal aproximadamente. Isto porque cada célula do tecido adiposo é composta de 87% de gordura (triacilglicerol) e 13% de compostos gordurosos.

Por essas informações podemos ver que emagrecer não é tão simples quanto pensamentos, não é apenas cortar certos alimentos calóricos, ou aumentar a rotina de exercícios. Existe toda uma cadeia biológica corporal que se move para se adaptar a nova condição imposta.

E como nosso cérebro é preguiçoso
e traiçoeiro, ele fará de tudo para não sair do padrão que você vivia. Então,
os desconfortos, a irritabilidade, a oscilação de humor, fazem parte de uma
mudança de hábitos, ou alimentares.

Pois nossa cabeça deseja permanecer como estar, principalmente se você sai de uma dieta com alto índice glicêmico e calórico, ou seja, muito carboidrato, para uma com o menor índice glicêmico e baixo carboidrato.

Com isso, falamos sobre persistência,
foco e concentração, pois pode ser que não vejamos o resultado imediatamente.
Pois pode requerer tempo para nosso corpo começar a se modificar e se acostumar
com a nova condição imposta.

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A segunda principal fonte de energia é a gordura, porém ela é limitada, pois depende do fator genético de quanto o indivíduo usa essa fonte energia e quanto o corpo precisa transformar essa fonte em energia.

A diferença do carboidrato para a
gordura é que essa última funciona como um estoque energético, ela é usada para
manter a temperatura e como uma reserva energética.

Por último e não menos importante, existe a fonte de energia oriunda da proteína, que possui a função estrutural e reguladora para servir de sustentação corporal.

Diferente das demais fontes de
energia ela é uma energia pronta, pois vem da quebra muscular para gerar
energia, quando o corpo está em estágio de “emergência”, que é quando não
existe carboidrato disponível.

É que naturalmente no corpo
utiliza primeiro a fonte energética proveniente dos carboidratos, depois da
proteína e por último da gordura.

Sendo assim, para que haja um processo de emagrecimento de fato e atingir redução da gordura corporal existe um esforço enorme do nosso corpo, que passará por um estado de estresse e adaptação para consumir energia das suas reservas.

A dieta low carb ou baixo carboidrato fundamenta-se na redução das quantidades de carboidratos, de forma que esse macronutriente não seja mais o de maior quantidade na alimentação, comparado ao que se utiliza nas orientações nutricionais tradicionais (DRI’s), enfatizando a produção de energia para o organismo através do consumo de proteínas e gorduras.

Dietas com baixo teor de carboidratos ou Low Carb Diet (LCD) são definidas como ingestão inferior de 200g de carboidrato por dia, usualmente entre 50 e 150g por dia ou abaixo de 40% da energia advinda do carboidrato.

Na dieta low carb recomenda-se a redução da ingestão de carboidratos e aumento da proporção de proteínas e gorduras. A proteína promoveria elevação do gasto energético, preservação da massa magra e aumento da saciedade.

Esta composição de dieta promoveria menor estímulo à secreção de insulina, quando comparado a dietas tradicionais. O objetivo é diminuir a secreção de insulina, aumentar a oxidação de gorduras – utilizar gorduras como fonte energética e conservar a massa magra corporal.

Na dieta Low Carb, as quantidades de carboidratos podem diversificar de menos de 200 gramas de carboidratos por dia, 100 gramas de carboidratos por dia, 50 gramas ou outras variações.

Essas dietas restritivas em carboidratos são intervenções nutricionais estratégicas, das quais se destacam como as mais populares hoje em dia.

Bem como reduz massa gorda,
contribui para a melhora do perfil lipídico, aumento significativo do HDL,
diminuição dos triglicerídeos e controle glicêmico e melhoria de alguns
parâmetros de risco cardiovascular.

Dietas com restrição de carboidrato podem prejudicar a capacidade do indivíduo de praticar atividade física, por reduzir os estoques de glicogênio muscular e aumentar a fadiga durante o exercício.

Uma das maiores complicações em relação às dietas com restrição calórica é o ganho de peso subsequente envolvido para os indivíduos com intervenções. Um fenômeno conhecido como catch up fat.

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Ou seja, após seu organismo se
acostuma com a restrição imposta, mesmo ocorrendo perda considerável de peso
nesse tempo, ele volte a armazenar gordura e, por consequência, aumentar o
índice de gordura corporal – que pode ou não interferir no seu peso de balança
e ser ou não perceptível visualmente.

São numerosos também os relatos e resultados insatisfatórios sobre a disposição física, ganho de peso posteriormente e, principalmente, baixo adesão na dieta com restrição de carboidratos.

Quando os hidratos de carbonos são extremamente restringidos, como é o caso das dietas Very Low Carb, recorre-se num primeiro momento às reservas de glicogênio para disponibilizar glicose, porém, estas reservas esgotam-se rapidamente em, aproximadamente, 48 horas.

Portanto, deixa de existir
energia para “alimentar” o Sistema Nervoso Central (que não usa gordura como
fonte energética pois os ácidos graxos não atravessam a barreira
hematoencefálica).

É um assunto muito delicado, pois
a maioria das pessoas acabam por topar quase tudo para emagrecer, ignorando os
o mal-estar e as demais consequências.

O equilíbrio sempre é a resposta
correta para todos os aspectos da vida e o nutricionista é quem saberá qual tipo
de alimento é a ideal para você.

No que diz respeito aos efeitos adversos resultantes ao modelo de dieta low carb, tem sido mencionada alguma propensão para o aparecimento de algumas dores de cabeça, diarreias, estados de fraqueza e câimbras musculares.

Os indivíduos que adotam esta dieta e que tomam simultaneamente medicação devem ter supervisão clínica para que sejam evitados episódios de hipoglicemia, hipotensão e outras complicações.

Alguns indivíduos adeptos dessa dieta podem apresentar um aumento de LDL, principalmente por causa da restrição dos carboidratos, gerando um aumento de ingestão de gorduras totais, inclusive saturada.

Diante desse aumento dos níveis de LDL, e sendo este altamente aterogênico, torna-se importante esclarecer se a dieta low carb pode promover a morbidade/mortalidade em longo prazo.

Ressalto mais uma vez a
importância de ter um acompanhamento profissional, pois só seu nutricionista
saberá por quanto tempo de restrição você deve passar e qual nível dessa
restrição.

Lembrem-se também que toda
mudança de hábitos e alimentação gera um estresse corporal e todo estresse
acaba por modificar a bioquímica do seu organismo e gerar mudanças de humor e
desconfortos, como os citados acima, dores de cabeça e indisposição.

Seu cérebro não quer ficar sem a
fonte primordial de energia, então ele vai usar estratégias que vão causar
mal-estar para que você perceba que ele não se agrada com aquela mudança.

ovos, carne de vaca, cordeiro, frango, carne de porco, bacon, peixes e frutos do mar, salmão, truta, sardinha, crustáceos, brócolis, tomates, couve de Bruxelas, couve – flor, couve, berinjela, pepino, pimentões, aspargo, abacate, azeitona, morango, damascos, limão, kiwi, laranja, framboesa, Nozes, amêndoas, azeite extra virgem, óleo de coco, água, café, chá, ervas, especiarias e condimentos.

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Também são usados alimentos ricos
em gordura, como ovos, queijos, carnes, manteiga, azeite, óleo de coco,
oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas, amendoim, macadâmia), leite de coco,
coco, abacate, farinha de castanha.

Então, tente pensar na sua saúde,
no que você quer para você, sem se comparar, sem se apressar e sem se
martirizar caso aconteça um deslize ou outro no começo.

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Escritora de ficção e fantasia, colunista de site em entretenimento, moda, saúde, beleza e bem-estar. Bióloga por formação, pela Universidade Federal de Alagoas e, eventualmente, faço criticas narratológicas para escritores de ficção.

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