O evento foi o primeiro fruto da parceria entre o Clube da Gazeta do Povo, a Espaço/Z (empresa que faz a comunicação dos lançamentos de cinema em Curitiba), e o Cinesystem para promover sessões exclusivas para assinantes em um das salas do complexo no Shopping Curitiba.

“Eu estou sempre de olho nas promoções. Adoro cinema, mas tenho vindo menos do que deveria. A ultima vez foi numa outra promoção do jornal. Às vezes, a gente só precisa de um empurrãozinho”. Para ela, tanto o tema do filme, quanto o do debate são muito interessantes. “Eu já havia nascido [no dia em que o homem chegou à Lua] , mas era muito criança para me lembrar. Tenho certeza que será muito bom”.

Dirigido por Damien Chazelle, do vencedor do Oscar com “La La Land”, o filme narra a vida do astronauta norte-americano Neil Armstrong (Ryan Gosling) e toda sua jornada pessoal para se tornar o primeiro homem a pisar na Lua, como também as movimentações políticas que proporcionaram a façanha.

No debate após o filme, o professor Oliveira disse que a comunidade científica acredita que até 2030, missões tripuladas humanas vão chegar até Marte, em consórcio que envolve governos de vários países e empresas da iniciativa privada. Ele explica, porém, que o caminho é longo. “Se tomarmos por base que a terra é um ponto minúsculo; a distância de lá até  a Lua é de 0.5 cm, nesta proporção, a distância até Marte é de 60 cm”, explicou.

Segundo Oliveira, a contribuição da corrida espacial americana na década de 1960 tem reflexos muito presentes em nossa vida cotidiana. “Tecnologias como as micro-ondas, o laser e os computadores foram desenvolvias neste período. Tenho certeza que o mundo seria outro se não tivesse havido a corrida espacial”.

Para Marden Machado, o filme faz parte do que ele chama de uma “trilogia improvável”, que mostra os passos dos projetos americanos de conquista do espaço. “Começa com ‘Os Eleitos’ (1983) , que mostra como o homem quebrou a velocidade do som na década de 1940 até o início dos projeto das viagens espaciais. Depois, segue o período retratado neste filme, que vai de 1962 até a conquista da Lua [em1969]. E encerra com Apollo 13, que mostra a sequência deste projeto Apollo até 1972”, disse.

Marden destaca, porém, que ao contrário dos outros dois filmes “O Primeiro Homem” não traz uma narrativa heroica ou visão ufanista da corrida espacial. “A lua é só um detalhe aqui. A verdadeira viagem que o filme propõe é a introspectiva do astronauta e de sua mulher dentro de si mesmos”, disse.  

A representante da Espaço/Z  Amanda Machado falou que a ideia a partir desta primeira experiência é fazer uma “sessão por mês para assinantes da Gazeta do Povo, sempre com filmes que tenham potencial para gerar debates importantes trazendo um especialista em cinema e outro no tema a ser discutido”.

Para o químico Walber Tuler, a iniciativa do debate após o filme é muito proveitosa, “pois um bom filme não acaba quando sobem os créditos”.”Um evento como este dá espaço para abordar não só a sétima arte em si, mas o lado do conhecimento científico e acadêmico que o filme suscita. O casamento da experiência cinematográfica à ciência foi perfeito. Foi uma manhã muito agradável”, disse.