Anitta sempre busca uma maneira diferente de lançar seus singles e videoclipes. De um ano para cá tivemos o projeto “Checkmate” com um single e clipe por mês, uma série de vídeos levando os fãs para dentro da escolha de uma música de trabalho (que resultou na estreia de “Medicina”) e agora o EP “Solo”.

O projeto é triplo e traz Anitta se apresentando em três idiomas com lançamento simultâneo de três vídeos. O tema das músicas tem algo em comum: autoestima. Enquanto em “Veneno” Anitta se mostra confiante com a arte da sedução, em “Não Perco Meu Tempo” ela tem discernimento para dar fim a um relacionamento que não vai pra frente e em “Goals” ela reforça seu “objetivo” de enaltecer o amor próprio. A ideia da estreia tripla é trabalhosa e envolveu muita gente. O que há por trás de cada uma das músicas e clipes de “Solo”? A gente te conta:

“Veneno” foi “vencida” por “Medicina”, mas está brilhando no EP “Solo”. O destaque é, claro, para Anitta cercada e interagindo com as cobras. No total 28 animais de diferentes espécies (incluindo jiboias e píton balls, que enroscam no pescoço), acostumadas a interagir com humanos, foram usadas na gravação do clipe obrigando Anitta a encarar seu maior medo – quem não se lembra do pulo nos bastidores de “Sua Cara”?

E o medo foi superado. “No fim, elas e Anitta já eram melhores amigas (risos). Foi bem bonito ver a conexão dela com as serpentes. Isso acabou gerando algumas imagens que são impossíveis de planejar ou de fazer mais de uma vez”, revela o diretor João Papa. Uma das referências usadas pela equipe foi a dançarina brasileira foi Luz Del Fuego, famosa por suas apresentações com cobras.

Um outro receio também foi encarado por Anitta no clipe: a lama. “Por incrível que pareça, essa foi a parte mais difícil para mim. Eu não sabia que não gostava de lama. Mas o resultado desse take ficou incrível, valeu a pena”, disse. A pele de Anitta também recebeu um tratamento especial. O artista Siva Rama Terra desenvolveu uma técnica para deixar a pele da artista com uma aparência e textura de escamas. Foram três experiências para chegar ao resultado final e três horas de aplicação no dia da gravação.

Na segunda faixa do EP, Anitta volta a falar sobre autoestima. A cantora se apaixona e espera reciprocidade de alguém mesmo com sua consciência avisando a toda hora que é roubada. Como todos nós, ela ignora seus pensamentos e conselhos e se joga na relação. Anitta interage e beija 24 pessoas de diferentes gêneros, sexualidades, alturas, pesos, cores e estilos e termina… sozinha. “Foi uma experiência diferente de tudo que já fiz. Fiquei hesitante no início, mas depois ficou mais tranquilo. Todos que participaram cooperaram muito. É claro que foi algo inédito para mim, mas aquela ali não é a Larissa, é como se fosse uma personagem”, conta a cantora.

O diretor João Papa explicou a ideia do cenário: “o briefing que recebi da Anitta dizia que ela queria um clipe moderno, com movimento circular e muitos beijos. Pensamos em uma sala de concreto, sem portas ou janelas e que passasse uma frieza emocional”. Os looks criados por André Philipe são minimalista de propósito. “Escolhemos um look marrom porque é uma cor que fica chique nela e, ao mesmo tempo, combinava perfeitamente com a estética e luz do vídeo. A roupa preta foi pensada para passar a ideia de neutralidade causar essa confusão entre as personalidades da Anitta”, disse.

Para as filmagens, João Papa usou um robô criado no Brasil e único no mundo que reproduz os mesmos movimentos de câmera com perfeição, quantas vezes forem necessárias. A tecnologia foi a responsável pelas imagens que aparentam ser em plano sequência mesmo com as Anittas duplicadas.

“Goals” fecha o EP e é uma produção de ninguém menos que Pharrell Williams que já trabalhou com nomes renomados do pop como Britney Spears, Justin Timberlake, Gwen Stefani, Camila Cabello, Beyoncé, Ariana Grande, entre outros. Novamente o tema autoestima aparece. “É uma letra linda, me apaixonei no momento que ouvi e me inspirei nela para ter a ideia do clipe. Quis fazer algo que tivesse um grande efeito visual, com muitas luzes e estrelas. É um vídeo extremamente lindo e, ao mesmo tempo, simples. É um dos trabalhos mais bonitos que já fiz”, se orgulha a artista.

A ideia inicial era gravar em um céu real, mas como não existe tecnologia capaz de gravar estrelas e pessoas em movimento, foi montado o cenário em um dos maiores estúdios do Brasil com uma tela de 49 metros quadrados de Chroma Key e uma cartela de cores baseada no azul, rosa e lilás.

“Esse é o trabalho mais complexo que eu já fiz. A nossa vontade era filmar o clipe com céu real refletido em um piso de espelho d’água, mas isso era impossível. Não existe uma câmera com essa tecnologia. Fizemos em estúdio e com um fundo de chroma key gigante. Foi um desafio técnico imenso que só foi possível porque trabalhamos com os melhores profissionais do Brasil”, conta o diretor.

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