As mulheres foram as que mais chegaram às finais do programa: foram 28 mulheres contra 21 homens nas 19 finais, algumas com dois e outras com três participantes. Elas compuseram 57% das finais. E eles, 43%.

Combinações de voto logo na primeira semana entre Petrix, Lucas, Prior, Hadson e Chumbo;Acusações de assédio contra Petrix;“Plano de sedução”: ideia de se aproximarem das mulheres comprometidas no programa para prejudicar a imagem delas com o público.

A partir de então, a maioria delas formou uma aliança de proteção. O termo sororidade chegou a ter aumento de 250% na procura no Google após ser usado por Manu Gavassi como justificativa de voto no dia 9 de fevereiro.

O "BBB 20" foi tomado por discussões que vão além do jogo: assédio físico e abuso psicológico e emocional. Primeiro, Petrix apertou os seios de Bianca e se esfregou em Flayslane. Depois, Pyong passou a mão no corpo de Flayslane. Os dois foram advertidos no programa.

Nas últimas semanas, Guilherme tem sido acusado por espectadores de fazer pressão em Gabi, com quem tem uma relação no programa. Em 2017, o participante Marcos Harter foi eliminado após discutir e segurar com força os braços de Emily, com quem se relacionava no programa.

Esses assuntos entraram na pauta da casa porque passaram a fervilhar na sociedade – e na cultura – nos últimos anos. Movimentos como o "Me too" (2017), de mulheres da indústria do entretenimento que denunciaram comportamentos abusivos ajudaram a disseminar os direitos das mulheres.

No Google, as buscas pelo termo feminismo aumentaram mais de 50% entre 2004, início da série histórica de buscas, e 2019 no Brasil. O interesse pelo termo começou a crescer em 2015. No mesmo ano, foi sancionada a Lei do Feminicídio, que reconheceu o crime por razões de gênero no país.

Os perfis dos vencedores eram os mais variados: o inocente (Bambam), o de bom coração (Rodrigo), o jogador (Dhomini), o injustiçado (Jean Wyllys), o “bad boy” (Alemão), o tímido (Rafinha), o estrategista (Max) e até o vilão (Dourado).

Cida e Mara, as únicas vencedoras durante os primeiros 10 anos de programa, tinham dois aspectos em comum: vinham de famílias pobres. Até então, parecia que a origem era o único fator capaz de dar vitória a uma mulher.

Foi com Maria, em 2011, que o público passou a premiar mulheres de todos os estilos e origens, assim como fez com os homens no início do programa: Maria (2011), Fernanda (2013), Vanessa (2014), Munik (2016), Emily (2017), Gleici (2018) e Paula (2019).

Comentários