George Walton Lucas Jr. Esse é um nome que você com certeza já viu – repetidas vezes – nos créditos de alguns dos filmes mais bem-sucedidos da história do cinema. O jovem tímido que nasceu em 14 de maio de 1944 na cidade de Modesto, ao norte da Califórnia, se aventurou a cursar Cinema na Universidade da Carolina do Sul, na década de 1960, e foi lá que – pasmem! – ele conheceu ninguém menos que Francis Ford Coppola, com quem mais tarde fundou a American Zoetrope, uma instituição que visava apoiar a criação de filmes independentes fora do circuito de Hollywood.

A trajetória do roteirista, diretor e produtor George Lucas caminha em paralelo com a história da cultura pop mundial, e, por isso, para comemorar os 75 anos do criador do universo de ‘Star Wars’, listamos aqui os principais momentos de sua vida longa e próspera – com o perdão do trocadilho. ; )

Não, este não é o nome de um filme, mas sim de uma empresa, criada pelo George Lucas com a finalidade de conseguir atender suas próprias necessidades de efeitos visuais em longas-metragens. Sim, esse é o nível de perfeccionismo que o divo tem: criar uma empresa porque as que existem no mercado não são capazes de reproduzir em imagem a megalomania que ele tem na cabeça. E deu super certo, pois ela continua ativa no mercado e já foi responsável por efeitos em ‘Jurassic Park’, ‘O Exterminador do Futuro 2’ e ‘Os Vingadores: A Era de Ultron’, por exemplo. Nada mal, hein?

Tecnicamente, este foi o terceiro longa do Georgito, porém foi com o sucesso desse – juntamente com o lucro do filme anterior, ‘Loucuras de Verão’, uma comédia dramática – que ele conseguiu dinheiro o suficiente para montar a própria empresa, a Lucasfilm. Também foi o pontapé inicial que apresentou ao cinema efeitos especiais jamais vistos, levando o espectador a uma experiência realmente intergaláctica. É também neste filme que começa uma das melhores parcerias do mundo do cinema: George Lucas e o compositor John Williams.

Esse foi o filme que solidificou Darth Vader como um dos maiores vilões de todos os tempos. É também nesse filme que uma das paternidades mais famosas do cinema foi revelada, gerando uma das falas mais icônicas da indústria cinematográfica, e abriu a década que seria recheada de cultura pop.

Porque em time que se está ganhando, não se mexe, e George chama Harrison Ford para uma empreitada sobre arqueólogos aventureiros que lutam contra o mal em nome de proteger o patrimônio da humanidade. Falando assim parece até sinopse de documentário do History Channel, mas esse é o mote da franquia Indiana Jones, que ajudou a firmar Steven Spielberg como um dos maiores diretores de Hollywood – e também marcou mais uma parceria de sucesso da indústria, além de uma das mais longevas amizades sinceras da vida de Georgito.

Um filme de magia que tem ninguém menos do que David Bowie no papel principal. Só que ele na verdade é o vilão, mas é também o Príncipe dos Duendes, e fica difícil não se apaixonar por ele. George Lucas foi produtor desse belo filme, porque tudo que envolve fantasia tem que ter o dedo dele.

Como dito, tudo que tem magia, tem George Lucas no meio, e nesta aventura ele foi roteirista e produtor da história de um anão bem feio – mas que igualmente gera atração e empatia no espectador, o que nos deixa com sentimentos muito confusos – que acha um bebê humano e atravessa toda uma jornada para proteger essa criança.

Depois disso, George Lucas continuou a saga de ‘Star Wars’, intercalando com ‘Indiana Jones’. Porém, no meio do caminho, outros episódios interessantes fizeram a diferença em sua trajetória, como, por exemplo, o fato de ter conhecido o mitólogo Joseph Campbell, em 1984, quando o escritor foi dar uma palestra no Palace of Fine Arts, em São Francisco, do ladinho das instalações da Lucasfilm. George estava na plateia e foi cumprimentar o palestrante ao final do discurso. Nascia ali uma amizade profunda, uma vez que os estudos da jornada do herói de Campbell influenciaram a forma como Lucas escrevia seus roteiros, incluindo os da saga de ‘Star Wars’. A amizade também rendeu uma entrevista memorável de Cambell para o jornalista Bill Moyers no Rancho Skywalker, de George Lucas, na Califórnia, que mais tarde se tornaria o livro ‘O Poder do Mito’ – um dos livros mais cultuados por escritores no mundo todo.

Dentre os acontecimentos mais recentes, uma das notícias que abalaram o mundo cinematográfico foi o anúncio que George Lucas fez, em 2012, de que iria vender a Lucasfilm para a Disney, o que significava que a franquia dos Skywalkers passaria a ser da empresa do Mickey Mouse. A venda atingiu o valor de U$4,05 bilhões e, por mais que muitos fãs não tenham gostado da transação no início, fato é que, graças à essa venda, hoje podemos desfrutar dos parques temáticos de Star Wars (o primeiro será inaugurado no final de maio, no parque da Califórnia).

Como vocês podem ver, George Lucas é um nome de fundamental importância não só para a indústria do cinema, mas para a cultura pop de modo geral. Apesar disso, até hoje George Lucas nunca recebeu um Oscar, embora tenha sido nomeado algumas vezes. Será que agora, depois de completar 75 anos, a Academia vai começar a considerar finalmente dar uma estatueta para ele, nem que seja pelo conjunto da obra? Cenas dos próximos capítulos…