O ex-BBB e agora ator Kaysar Dadour faz sua estreia no cinema em Carcereiros – O Filme, com lançamento no próximo dia 28. Seu personagem é barra-pesada: um terrorista árabe que vai passar uma noite numa cadeia no Brasil antes de ser extraditado. Kaysar tem várias cenas com o protagonista Adriano (Rodrigo Lombardi) e confessa que ficou impressionado com a raiva expressa pelo colega após o diretor gritar “ação”.

“Eu me lembro até agora de uma cena, a gente estava gravando dentro da cela, com o Rodrigo. Ele estava me segurando assim, bravo [Kaysar imita]. Eu pensei: ‘Será que ele tá bravo mesmo ou tá irritado na cena?’. Aí o diretor falou: ‘Relaxa, Kaysar, faz assim’. E deu certo. Não sei se ele tava bravo de verdade, sem paciência. Nunca vou esquecer isso”, diz o sírio.

Lombardi dá risada do depoimento do colega e garante que nunca houve hostilidade. “O Kaysar foi uma grata surpresa. Era o primeiro trabalho dele, tinha acabado de sair de um reality, e todo mundo acha que existe uma inimizade, algum ranço, quando um ex-reality qualquer chega num set de gravação, que a gente trata mal. Não, a gente recebe todo mundo, a arte recebe todo mundo de braços abertos”, afirma.

O personagem de Kaysar é Abdel Mussa, terrorista que colocou uma bomba numa escola e matou muitas crianças na Europa. A Polícia Federal manda o criminoso passar uma noite numa cadeia normal antes de ele encarar o julgamento em seu país. Mas o maior desafio dele será sair vivo dessa prisão, onde, justamente nessa noite, acontecerá uma invasão por um inimigo misterioso e brigas entre facções.

Kaysar foi escolhido para o papel após fazer testes. O diretor, José Eduardo Belmonte, quis contratar alguém que não fosse ator profissional, para deixar a história mais crível. Kaysar até xinga em árabe nas cenas. 

“Com esses atores tão grandes do meu lado, quem sou eu? Até agora sou um nada, estou aprendendo. Tive muito apoio deles, foi uma experiência incrível. Eu xingo em árabe, falo o seguinte [para outros presos que o provocam]: ‘Só porque eu sou um árabe você pode me chamar de terrorista? E você, que é um porco matador, não é terrorista?’. Qualquer pessoa, quando vira radical, vira terrorista”, opina.

O ator, que agora está participando da Dança dos Famosos, no Domingão do Faustão, revela também que ficou muito nervoso e teve dificuldades em algumas especificidades de gravações, como marcações de cena. Mas ganhou o respeito dos colegas mais experientes por sua história de vida. 

“O que me deixou perplexo é que ele transparecia uma tranquilidade muito grande. Na verdade, isso pode ser traduzido em uma vontade de aprender muito grande. Porque pessoas que passaram pelo que ele passou… Naquele set, ele era o maior. Era aquele que, com sua história, podia ter mais do que tudo que eu tinha de experiência”, elogia Rodrigo Lombardi.

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