Quem já não ouviu ou mesmo usou os termos “gordinha” ou “fofinha” para se referir a uma pessoa gorda? Thaís Carla está cansada de ouvir isso, mas ensina que não há problema em dizer esta palavra e afirma que sua luta é para normalizar o verbete.

“Ao ouvir a palavra magra a gente já entende como qualidade, mas não! Esta é só uma característica física, assim como gorda, então podem me chamar de gorda que eu até prefiro. Não sou gordinha, fofinha ou cheinha, sou gorda mesmo e isso não é um problema. É uma palavra como qualquer outra. É o que me define. É igual a magra, negra… Apenas define. É uma palavra normal e prefiro que use esta do que acima do peso ou obesa. Sou gorda”, diz.

“Sou alguém que tenta mostrar para as pessoas o que é ser feliz, não viver de aparências e não se importar com nada. Tomo minhas próprias atitudes e não me importo com a opinião alheia. Poder falar e comer o quiser, o quanto quiser. Essa é a menina que eu vejo diante do espelho: alguém forte”, se empodera.

Entre todos os integrantes de sua família, Thaís é a única pessoa gorda e isso já foi motivo de problema porque diziam “essa menina é doente, não é possível. Deve estar sofrendo de alguma coisa”, mas a dançarina nunca teve problema com isso. Se dentro de casa era assim, imagine os absurdos que ela já teve de ler entre as mensagens de haters nas redes sociais.

“Eu lido com eles como fossem nada porque é o que são. Respondo às mensagens positivas. Eles querem justamente isso: me incomodar para que eu responda, mas não farei isso. Para mim, tanto faz. Não vai mudar nada em minha vida. Ninguém me sustenta”, afirma.

“Já disseram ‘você é gorda desse jeito daqui a pouco morre e nem poderá cuidar de sua filha’. Esta é a única coisa que me deixa um pouco incomodada, mas ainda não faz diferença. Querer tocar num assunto familiar é demais. As pessoas dão uma viajada. Fora isso é suave.”