A Parada LGBT é polêmica apenas pela existência e não é exagero. Mesmo presente desde 1997, ainda hoje, é motivo de grandes controvérsias e fortes críticas advindas, sobretudo, de grupos tradicionalistas.

Este ano, Daniel Rabelo Silva (MDB), vereador de Curuçá-PA, fez uma declaração polêmica nas redes sociais sobre a Parada LGBT realizada na região, no último domingo (8).”É o fim do mundo! A imoralidade deles deveria ficar entre quatro paredes”, publicou.

Outra crítica que costuma permear o evento é sobre o valor destinado à festa. Contudo, o retorno é inegável, já que muita gente, o que incluem turistas, vêm para cá aproveitar a atração. Ou seja, há gastos, mas há muita arrecadação.

A 15.ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo causou polêmica em 2011 por escolher um excerto bíblico como tema. Para quem não sabe, todo desfile traz um tema central pertinente à comunidade LGBT. Em 2011, o tema “Amai-vos uns aos outros: basta de homofobia!”, causou a ira de muitos religiosos.

Uma Parada LGBT realizada no Acre, também em 2011, causou polêmica após uma simulação de sexo ao som da música “Faz um Milagre em mim”, de Régis Danese. Na época, um dos patrocinadores do evento abominou a prática.

“O detalhe mata o conjunto. Vou fazer a defesa do conjunto e vou condenar a irresponsabilidade. A coordenação do evento deveria ter retirado os dois manifestantes. Existem regras de convivência na sociedade. O que fizeram é abominável e se tornou um tiro no pé do movimento”.

A organização da Parada LGBT de São Paulo, em 2015, denunciou ao MP deputados federais católicos e evangélicos que, no dia 10 de junho, levaram à Câmara dos Deputados e compartilharam na internet montagens com supostas fotos da 19ª Parada LGBT. Segundo os ativistas, os registros eram de outros eventos. Os deputados fizeram um protesto no plenário da Câmara empunhando cartazes e pedindo ‘respeito’ com supostas imagens da Parada do Orgulho nas mãos.

A atriz Viviany Beleboni, que é transexual, se crucificou durante a 19ª Parada Gay de São Paulo, em 2015. Segundo a moça, que trazia sangue em seu corpo, a representação era uma forma de mostrar como a homofobia inserida na sociedade é cruel com o LGBT.

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