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Trio Armandinho, Dodô e Osmar abre desfile da pipoca com Bia Villa-Chan na Barra

Herdeiros de um dos criadores do trio elétrico Osmar, os irmãos Macêdo trouxeram a pernambucana Bia Villa-Chan para fazer a festa do folião pipoca na Barra, à bordo do trio Armandinho, Dodô e Osmar, nesta noite de domingo (23). O desfile abre a noite de atrações sem corda, que também terá as apresentações de Luiz Caldas, Alinne Rosa, projeto Afropunk (com Baiana System), Paulinho Boca, La Fúria e ÀTTØØXXÁ.

“O Carnaval deste ano tem um gostinho especial, porque estamos comemorando os 70 anos do trio elétrico, que a principal atração da festa. É o Carnaval do trio elétrico, de mais ninguém”, cravou Armandinho, filho de Osmar, ao lado Betinho, Aroldo e André Macêdo.

Armandinho antecipou ao F5 que, nesta segunda-feira (24), o trio trará ao circuito Dodô (Barra-Ondina) o tradicional bloco carnavalesco de Pernambuco O Homem da Meia-noite, em retribuição à recepção feita a ele pela agremiação no sábado (22). “Fiquei impressionado como é bonito, como é emocionante a multidão esperando para ver a tradição. E eles vão dar isso para a gente de presente”, adiantou.

O guitarrista baiano diz que esse será um presente ao trio, no qual 25 mulheres do Homem da Meia-noite tocarão metais à frente do veículo, no percurso de 4,5 km até Ondina. “O intercâmbio dos carnavais da Bahia e de Recife começa hoje, com Bia Villa-Chan, que foi quem me chamou para ir a Recife ontem. Essa relação carnavalesca entre os dois estados tem tudo a ver. Nossa tradição foi quem mais tocou frevo fora de Pernambuco”, disse Armandinho. 

Segundo o músico, o frevo está em pelo menos 80% dos 16 discos dos irmãos Macêdo, ao som da guitarra baiana, que nasceu batizada da pau-elétrico, um cavaquinho adaptado para o trio. “Segundo Moraes Moreira, que foi o primeiro cantor de trio, a gente toca o frevo com sotaque baiano. Peguei o cavaquinho elétrico de meu pai, botei uma quinta corda, dei o nome de guitarra baiana. Isso tudo, junto com uma banda, abriu espaço para a Axé Music, para toda essa festa que veio em seguida”,  contou.

Armandinho  ressalta que, “lá atrás, os velhos Dodô e Osmar jamais imaginaram a proporção que essa criação tomaria”. “Quando meu pai via 12 trios enfileirados, dizia: ‘mas Dodô, quem iria imaginar que uma fobiquinha, que a gente montou para brincar e tomar uma cachacinha, resultaria nisso. Por  isso, é uma satisfação muito grande levar esse legado adiante”, concluiu.

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